Contrastes – Episódio 4 da série Parto pelo Mundo

No próximo domingo vamos viajar pelos os extremos, conhecer os CONTRASTES do mundo na hora parto. De um lado temos paises com alta tecnologia e infra-estrutura e do outro nos deparemos com a faltam recursos básicos. Dos Estados Unidos, Vietnã, Alemanha ao Nepal veremos a diversidade cultural e as políticas publicas que nos levam por caminhos tão diferentes.
Parto pelo Mundo!!! Domingo día 26 de Maio às 23h30min na GNT

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“As diversidade serve para que nos fazer refletir, aprender e a evoluir.”
Parto pelo Mundo

Você pode assitir online no site
Pressione no modo de Tela Cheia para conseguir assistir.

Se você não teve a oportunidade de assistir os episódios anteriores, no site da GNT tem um trecho de cada capitulo da nosso viagem! Vale conferir!

Parto Pelo Mundo – 3º Episódio: Revolução

Revolução vai ao ar no 19 de maio, às 23h3min na GNT. Vai contar com entrevistas super especiais do médico e pesquisador Michel Odent, Ina May, Janet Balaskas e Robin Lim! Passando pela Indonésia, Estados Unidos, Inglaterra e Nova Zelândia vamos conhecer lugares que passaram por revoluções. Vamos ver realidades que inspiram e quem está por trás delas! Esta lindo!!!

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“A importância da revolução é ampliar as possibilidades de escolha para a mulher.” Parto Pelo Mundo

Você pode assitir online no site

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Série Parto Pelo Mundo estréia dia 5 de maio no GNT

Com muitaaaaa alegria que anunciamos a Estréia da série Parto Pelo Mundo dia 5 de maio às 23:30 na GNT!!! Serão 5 episódios de 26 minutos, com um novo episódio todos os domingos, às 23:30.
Com produção especial da Cinevideo Produções

Lake Wanaka

Em qualquer lugar do planeta o nascimento de uma criança é um acontecimento marcante que modifica profundamente a vida dos envolvidos. Uma experiência que é comum a todos os seres humanos, mas que acontece de modo bastante diverso em cada sociedade.

Camboja

A série “Parto pelo mundo” mostra as muitas facetas do nascimento através de uma viagem de volta ao mundo.

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A enfermeira parteira Mayra Calvette e seu marido, o empresário Enrico Ferrari empreenderam essa jornada de nove meses por 25 países, o tempo de uma gestação.

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A série é o resultado dessa experiência, um registro único e pessoal de diversas sociedades e do modo como elas lidam com os nascimentos. Pontos de vistas tão diferentes guiados pela mesma preocupação com um nascimento saudável, feliz e seguro para a mãe e bebê.

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Liepzig - visita pós parto com Birke

Viram crianças que nasciam em meio de plantações de arroz no Camboja, outras abençoadas pela manteiga do Lama no Tibet e ainda as que nasciam no hospital com toda tecnologia disponível.

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Entrevistaram médicos, enfermeiras, parteiras, doulas, pais e mães. Mulheres que revolucionaram o sistema de saúde da Nova Zelândia e as que decidiram viver à margem dele nos Estados Unidos. Além disso, registraram o grande movimento que está acontecendo no próprio Brasil.

Entrevista com Birke Heinrich - Liepzig - Alemanha

Shonan Atsugi

College of Midwives

Visitaram clínicas, casas de parto, hospitais, vilas e residências. Produziram vídeos, fotos e um diário de viagem, onde registraram aspectos da cultura, relatos de parto e dados do sistema de saúde de cada país visitado.

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Intercalaram a pesquisa com atividades comuns de um jovem casal que viaja pelo mundo: praticaram esportes, conheceram culturas diferentes, visitaram lugares inesquecíveis.

West Coast - New Zealand

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Camboja

Agora voltaram pra dividir essa experiência.
“Parto pelo mundo” é uma maneira de conhecer o mundo pelo modo que chegamos nele.

Camboja

Nos acompanhe, se inspire e faça parte também desse movimento!

Unidos somos uma força muito maior!

The Big Tree

Nepal

Carros e motos por todos os lados, buzinando o tempo todo! O taxista teve que desviar, pois havia uma vaca no meio da rua, descansando ao sol, no meio daquele caos urbano de Katmandu, Nepal. A vaca é um animal sagrado no Nepal. Katmandu é a capital e a cidade mais populosa.

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Visitamos muitos templos e conhecemos um pouco sobre a cultura, religião e costumes do local. A agricultura é a base da economia. As principais religiões são o Hinduísmo (80%) e Budismo (10%).

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O parto em casa assistido por parteiras tradicionais ainda é muito comum, principalmente nas vilas mais distantes onde o acesso é limitado, totalizando cerca de 82% de parto em casa no país, sendo que nas áreas urbanas é cerca de 50% (2006), mas as condições não são muito favoráveis, pela falta de acesso ao hospital se necessário, falta de treinamento e material esterilizado.

Há um grande incentivo para que os partos aconteçam em instituições, o cuidado é de graça e as mães recebem 1000 rupi pelo parto (10 dólares), mas elas só recebem depois do parto. Essa é uma forma que eles encontraram de aumentar os partos no hospital e alcançar a Meta de Desenvolvimento do Milênio número 5 da ONU, que é diminuir três quartos da mortalidade maternal até 2015. O índice de mortalidade materna é de 281 por 100,000 nascidos vivos (2006), a mortalidade neonatal é de 33 por 1000 nascidos vivos. O índice de cesarianas é bem baixo, cerca de 2,9% (2006), o que mostra a falta de acesso aos hospitais. Por outro lado nas áreas urbanas o índice é superior, e algumas cesarianas são eletivas.

Fui no hospital no centro de Katmandu, onde a enfermeira local me levou para uma visita pelo Centro Obstétrico, quartos pós parto e quarto de cuidado Canguru.

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Tirei meu tênis e entrei no Centro Obstétrico. Havia várias mulheres em trabalho de parto com um acompanhante, separadas por divisórias. Assisti dois partos em um período de 40 minutos. As enfermeiras obstetras que atendem todos os partos. Mas senti que é de uma forma mais mecânica e intervencionista. Depois elas me convidaram para tomar um chá e pude conversar um pouco com elas. Elas não sabiam nada sobre parto humanizado, métodos naturais de alívio da dor, posições para o parto. Uma das enfermeiras inclusive fez uma cesárea eletiva da sua filha, que hoje tem 1 ano, para não precisar “sofrer”, segundo ela. Falei, de forma sutil, sobre o parto humanizado que eles poderiam adotar, como é nos países desenvolvidos e que traz muitos benefícios para mãe, bebê e também maior satisfação para o profissional! Elas ficaram interessadas com essa idéia.

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No meio do trânsito, no táxi, entrevistei a presidente da Sociedade de Parteiras do Nepal (MIDSON). É uma organização nova e está se organizando para criar cursos de parteiras profissionais, ou obstetriz. Não há nenhum curso de entrada direta no Nepal, o que existe são enfermeiras obstetras. Outra meta da sociedade é humanizar a assistência durante o nascimento que ainda é um conceito muito novo e pouco conhecido. Eles também querem substituir as parteiras tradicionais pelas profissionais nas áreas rurais.

Visitei a única casa de parto do Nepal, Aadharbhut Prasuti Sewa (APS), uma ONG sem fins lucrativos criada em Julho de 2007. Fui muito bem recebida pela parteira local, que foi uma das fundadoras, e também havia uma parteira voluntária da Inglaterra.

Eles oferecem cuidado à mulher e criança, incluindo pré natal, parto, pós parto e planejamento familiar. Também é um centro de treinamento para parteiras e estudantes, pois a educação é bastante limitada. Um dos principais objetivos é a diminuição da mortalidade materna e neonatal no Nepal.

Elas me contaram que as mulheres não costumam ficar nuas durante o parto, apenas levantam a saia na hora do bebê nascer. E o parto acontece com a mulher deitada na cama, mesmo lá a assistência ao parto segue o modelo ocidental, com medicação, mas estão aprendendo sobre humanização do parto. O parto na água não é uma opção, pela falta de água, mas também por que as mulheres não gostam de ficar nuas. Depois de algumas horas, as mães vão para casa e praticamente todas amamentam seus bebês.

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Há muitos rituais envolvidos durante o nascimento, que é dos mais importantes ritos de passagem. Entre os Newars, grupo étnico que mora no vale de Katmandu, a mãe dá à luz em um quarto escuro e silencioso, somente com mulheres. Depois do parto, mãe e bebê ficam em retiro no quarto. A parteira, Aji, também faz as rezas e invoca a influência protetora da Deusa. A placenta é chamada de ‘bucha-co-satthi’ que significa amiga do bebê, ela é geralmente enterrada.

Entre quatro e doze dias após o nascimento, acontece um ritual em que o bebê é formalmente apresentado para a sua família e recebe o seu nome.

Espero que o Nepal consiga atingir a Meta de Desenvolvimento do Milênio da ONU, que mais mulheres tenham acesso ao hospital e à cesariana quando necessário, mas que uma assistência humanizada seja prestada e as tradições sejam preservadas, pois essa é a riqueza de cada cultura.

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Publicado no Blog da Gisele

A felicidade no Reino do Butão

Cheguei e já pude senti a paz do lugar. Uma sensação de que havia voltado no tempo. O Butão é um museu a céu aberto. O aeroporto é pequeno e possui arquitetura típica do Butão, sendo o único aeroporto internacional do país. O nosso guia e motorista nos recepcionaram com muita gentileza e tranquilidade, com as ventimentas Butanesas, chamadas de “ghos”. Você precisa de um guia e motorista para passear no país, o turismo é muito organizado e restrito.

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Butão se localiza entre a China ao norte e oeste, e a Índia ao leste e sul. É um país pequeno e curioso, com uma população de cerca de 700 000 habitantes. O índice mais importante é da Felicidade Interna Bruta (FIB). Sendo possível avaliar o país de forma sustentável e menos materialista. O país possui uma monarquia constitucional, sendo o Rei muito respeitado e popular. O ar é puro, a natureza exuberante, as águas cristalinas dos rios correm naturalmente.

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Visitamos lugares belíssimos, como o Mosteiro Taktshang ou Ninho do Tigre. Quatro horas de caminhada, vale cada passo dado. O templo foi construído no século 17, na caverna onde o Guru Padmasambhava, que meditou por três anos, três meses, três semanas, três dias e três horas no século 8. A influência do Budismo no país é evidente, a cultura é voltada à filosofia budista e à preservação das tradições butanesas.

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Noo retorno da caminhada haviam mulheres vendendo alguns artesanatos típicos e eu perguntei como os bebês nascem por lá. Elas disseram, um pouco envergonhadas de falar no assunto, que elas nasceram em casa, com a ajuda da avó ou de alguma mulher que já tenha passado pela experiência, elas não têm parteiras típicas. Perguntei a posição e ela mostrou a posição de joelhos apoiada na frente.

O parto em casa é ainda muito comum, pois introdução do parto no hospital ainda é muito recente. Há um incentivo para que as mulheres tenham seus bebês no hospital. O tempo era curto, mas consegui visitar o hospital da capital. O parto acontece na sala de parto, em posição ginecológica, com uma assistência hospitalar nos mesmos padrões ocidentais, mas ao mesmo tempo com uma certa frieza, como se fosse um sinal de modernização.

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Depois de conhecer o Takin, animal típico do Butão, minha percepção foi confirmada através de uma entrevista com uma família tradicional que optou ter seus bebês em casa, mesmo morando perto do hospital. Conversávamos enquanto elas continuavam o tear. A avó foi quem assistiu os partos em casa, para a mãe era muito importante ter sua mãe ao seu lado. Elas sentiam que a casa era muito mais aconchegante e ficavam envergonhadas de ir para o hospital, em um ambiente frio e desconhecido, pessoas estranhas que muitas vezes tratam as mulheres mal durante o parto. A placenta é sagrada e na maioria das vezes enterrada em um lugar especial, onde vai estar protegida de outros animais. A mortalidade materna ainda é muito alta, ainda há muitas vilas em áreas isoladas, sem acesso ao centro de saúde se for necessário.

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Butão foi um dos países que mais me encantou, por suas tradições ainda muito vivas, assim como a conservação da natureza, da cultura e simplicidade de viver. Mas sentimos que o processo de modernização está acontecendo rapidamente. Os jovens estão muito atraídos pelo estilo de vida ocidental, televisão, internet, filmes de Hollywood, festas. Foi um dos últimos países a se abrir para televisão e internet, em 1999. Uma preocupação do Rei, que alertou que o uso indevido da televisão poderia corroer os valores e tradições butanesas.

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É um desafio que eles estão passando de conseguir balancear as tradições e a modernização, inclusive na hora do nascimento, para que aumente a segurança e que as tradições sejam mantidas durante esse momento tão especial.

Taxa de natalidade: 18,75 nascimentos / 1.000 habitantes (est. 2012)
Mortalidade Materna: 180 mortes/100 000 nascidos vivos (2010)
Mortalidade infantil: 42,17 mortes / mil nascimentos (2010)
Mortalidade neonatal: 33 mortes / 1, 000 nascimentos (2009)

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Publicado no Blog da Gisele

Marcha pelo Parto Humanizado

Published on August 3rd at Gisele’s Blog , escrito por Mayra Calvette

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Parto Humanizado: esse é o caminho!

O nascimento é encarado como um complexo procedimento médico, em que mulher e bebê, frequentemente, são submetidos às rotinas e procedimentos impostos no hospital, que são muitas vezes desnecessários e prejudiciais.

Felizmente, cada vez mais as mulheres estão se conscientizando dessa “Matrix Obstétrica” que estão inseridas e estão fazendo escolhas baseadas em informação. Escolhas essas que muitas vezes saem do padrão comum da sociedade, mas que são as melhores para essa mulher, bebê e família. Muitas querem um parto domiciliar, um acompanhamento de doulas, de enfermeiras obstetras e obstetrizes. E ao contrário que muita gente pensa, são escolhas que estão de acordo com as mais atuais evidências científicas.

Quem está por dentro das notícias deve estar sabendo das resoluções nº 265/2012 e 266/2012 do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) publicadas no dia 19 de julho, que veta a participação de médicos obstetras em partos em casa e proíbe a presença de doulas, obstetrizes e parteiras em partos hospitalares. Essas resoluções desconsideram as mais atuais evidências científicas, as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde. Além disso, essas resoluções desrespeitam o direito da liberdade de escolha das mulheres, famílias e dos próprios profissionais.

A recomendação da revisão sistemática da Biblioteca Cochrane (que reúne as mais atuais pesquisas científicas em saúde) é que se deve oferecer um modelo de atenção promovido por obstetrizes à maioria das mulheres e que elas deveriam ser encorajadas a reivindicar essa opção. Na avaliação da revisão sistemática da Cochrane sobre doulas foi concluído que todos os hospitais deveriam implementar programas para oferecer suporte contínuo intraparto, integrando doulas nos serviços de maternidade, uma vez que os melhores desfechos maternos e neonatais são obtidos quando o suporte contínuo intraparto é oferecido por doulas.

Viajei por diversos países, conhecendo diferentes culturas e modelos de parto que funcionam. Percebi que a maioria dos países socialmente desenvolvidos tendem a oferecer um cuidado humanizado e centrado na mulher. As gestantes têm o direito de escolher seus acompanhantes durante o parto; são encorajadas a terem uma doula e um plano de parto; ficam no mesmo quarto durante o trabalho de parto, parto e pós parto imediato; fazem parte do processo de tomada de decisão e podem negar qualquer procedimento para ela e seu bebê; têm liberdade de movimento e de escolher a posição que querem ter seus bebês.

O cuidado durante o trabalho de parto e parto para gestações de baixo risco é baseado na enfermeira obstetra e na obstetriz, em um modelo de cooperação com o médico obstetra. Alguns desses países que visitei, onde elas são principais provedoras de cuidado durante a gestação, parto e pós parto (de baixo risco) são: Inglaterra, Alemanha, Holanda, Áustria, Suécia e Nova Zelândia. E todos possuem ótimos índices de mortalidade materna e neonatal e índices de cesariana muito mais baixos que o Brasil (dados de 2008): 24%, 27,8%, 14%,27%, 17%, 20% , respectivamente. Enquanto no Brasil temos 52% de cesarianas, sendo 82% no setor privado, os maiores índices de cesarianas do mundo e 25% das mulheres sofrem violência obstétrica nos hospitais!

Felizmente, foram tomadas as providencias necessárias e as resoluções do CREMERJ foram suspensas no dia 30 de julho, até a decisão final. No domingo, dia 05 de agosto, acontecerá uma marcha pela Humanização do Parto em algumas cidades brasileiras, sendo a concentração maior no Rio de Janeiro. Convido todos a participarem, eu estarei lá em Ipanema, posto 9, às 14h.
Estamos no caminho, Brasil!

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