Womb Ecology

A Mid-Pacific Conference on Birth and Primal Health Research ocorreu em 26-28 de Outubro de 2012, na prestigiada Hawaii Convention Center, em Honolulu, um ponto de encontro entre as culturas ocidental e oriental. Avanços técnicos e científicos recentes que vão influenciar a história do parto e a história do Homo sapiens foram apresentados pelos mais respeitados palestrantes dos cinco continentes. Agora podemos espalhar esse conhecimento!

Parto pelo Mundo estava lá filmando com algumas parcerias maravilhosas!

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Contrastes – Episódio 4 da série Parto pelo Mundo

No próximo domingo vamos viajar pelos os extremos, conhecer os CONTRASTES do mundo na hora parto. De um lado temos paises com alta tecnologia e infra-estrutura e do outro nos deparemos com a faltam recursos básicos. Dos Estados Unidos, Vietnã, Alemanha ao Nepal veremos a diversidade cultural e as políticas publicas que nos levam por caminhos tão diferentes.
Parto pelo Mundo!!! Domingo día 26 de Maio às 23h30min na GNT

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“As diversidade serve para que nos fazer refletir, aprender e a evoluir.”
Parto pelo Mundo

Você pode assitir online no site
Pressione no modo de Tela Cheia para conseguir assistir.

Se você não teve a oportunidade de assistir os episódios anteriores, no site da GNT tem um trecho de cada capitulo da nosso viagem! Vale conferir!

Parto Pelo Mundo – 3º Episódio: Revolução

Revolução vai ao ar no 19 de maio, às 23h3min na GNT. Vai contar com entrevistas super especiais do médico e pesquisador Michel Odent, Ina May, Janet Balaskas e Robin Lim! Passando pela Indonésia, Estados Unidos, Inglaterra e Nova Zelândia vamos conhecer lugares que passaram por revoluções. Vamos ver realidades que inspiram e quem está por trás delas! Esta lindo!!!

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“A importância da revolução é ampliar as possibilidades de escolha para a mulher.” Parto Pelo Mundo

Você pode assitir online no site

Pressione no modo de Tela Cheia para conseguir assistir.

Marcha do Parto em Casa

Publicado primeiramente no Blog da Gisele Bündchen, escrito por Mayra Calvette.

Gisele Bündchen e Mayra Calvette

Junho foi um mês histórico para a Humanização do Parto no Brasil. O programa dominical de televisão “Fantástico” mostrou uma reportagem sobre a polêmica do parto em casa no dia 10 de junho. Apareceu o vídeo belíssimo de um parto em casa com o acompanhamento de uma obstetriz, duas doulas e neonatologista.

O médico obstetra Dr. Jorge Kuhn apareceu na reportagem falando respeitosamente a favor do parto domiciliar para gestações de baixo risco. Na segunda-feira seguinte, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ), informou que enviaria uma denúncia contra o medico no CRM de São Paulo.

O movimento pela humanização do parto no Brasil tem crescido em progressão geométrica. Cada dia mais adeptos. Cada dia mais mulheres empoderadas e que compartilham suas experiências positivas de parto. A denúncia deste médico, defensor do parto humanizado, foi o impulso para que um grande movimento acontecesse. A notícia rapidamente se espalhou pelo Brasil afora através, principalmente, nas redes sociais.

Em uma semana, milhares de pessoas se organizaram em diversas cidades do Brasil, para fazer a primeira Marcha do Parto em Casa. Sim, uma semana! No final de semana seguinte, dias 16 e 17 de junho, cerca de 5000 pessoas em mais de 30 cidades, se reuniram para fazer parte dessa revolução. Só em São Paulo foram 1500 mulheres, pais, crianças e profissionais marchando pelo direito à escolha e à liberdade!

Arrepiei-me ao ver a força do movimento e a rapidez com que se espalhou. Essa é a vantagem de estarmos todos conectados por um ideal, com a ajuda das redes sociais.

Esse tipo de protesto também aconteceu em alguns outros países e foi possível a mudança de paradigma, há 30 anos. Inglaterra e Nova Zelândia são exemplos. Agora chegou a hora do Brasil!

Gisele Bündchen e Mayra Calvette

Essa foi uma marcha pela liberdade de escolha e pelo respeito à mulher e ao bebê durante o parto. As mulheres têm o direito de escolher como e onde querem parir, com informações corretas, respeito e orientações adequadas. Foi uma marcha para que as mulheres que têm gestações de baixo risco e desejam o parto domiciliar não sejam vistas como pessoas inconsequentes e que colocam a sua vida e de seus filhos em risco. Para que os médicos, enfermeiras, obstetras, obstetrizes e doulas que apoiam essas mulheres não sejam vistos e tratados como párias.

A segurança do parto domiciliar não deveria mais estar em discussão, uma vez que as pesquisas comprovam sua segurança para mulheres com gestação de baixo risco, acompanhadas por profissionais qualificados e com um hospital de referência. Em alguns países desenvolvidos essa é uma opção que faz parte do sistema de saúde.

Devemos esclarecer que não queremos convencer ninguém a fazer parto domiciliar, queremos mostrar que há mais uma opção. Se você tem algum tipo de dúvida, de medo, de incerteza; se você tem qualquer doença, se seu pré natal aponta qualquer problema – o melhor lugar para ter seu bebê é no hospital.

Não estamos protestando contra o parto hospitalar. Estamos protestando contra a violência durante o parto, seja ela emocional ou física. Uma pesquisa no Brasil mostrou que 25% das mulheres sofrem algum tipo de violência durante o parto. Queremos que as mulheres sejam respeitadas, que recebam um cuidado mais amoroso onde quer que ela escolha ter seu bebê – em casa, no hospital ou em casa de parto.

Respeito ao parto é respeito à mulher e ao bebê!

Que possamos um dia garantir que todas as mulheres tenham direito a um parto digno, respeitoso, privado, sem sofrimento e sem danos aos seus corpos e ao seu bebê, onde quer que elas desejem tê-los.

Vídeo especial da Marcha do Parto em Casa
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Casa Angela – Centro de Parto Normal

Eu estava na Inglaterra quando recebi um email da Regina Wrasse pedindo apoio para a Casa Angela que fica em São Paulo – Brasil.
Fui visitar a Casa Angela em junho desse ano, a Luciana Benatti (autora do Livro Parto com Amor) me levou até la. Ela também da um grande suporte para casa. Fomos recebidas com muito carinho, a Anke Riedel, coordenadora, mostrou a Casa, os quartos de parto, lindos, todos montados com muito amor… mas vazios. Senti um vazio no meu coração de ver toda aquela estrutura linda, pronta para ser utilizada, com mulheres da comunidade e de toda a região pedindo todos os dias para terem seus bebes ali, mas impossibilitada de funcionar por questões políticas e financeiras. Nesse dia foi preparado um café da tarde delicioso, e conversamos sobre a situação da Casa Angela, gravamos nossa conversa que pode ser assistida no video abaixo. Parei os outros vídeos da viagem que estava fazendo para produzir esse video e ajudar a Casa Angela a assistir partos o ano que vem!
Em breve estaremos postando mais vídeos do Projeto Parto pelo Mundo!

Angela Gehrke
Nascida e formada na Alemanha, a parteira Angela Gehrke chegou ao Brasil em 1983 para trabalhar na área de saúde da Associação Comunitária Monte Azul e logo passou a se dedicar ao acompanhamento da gravidez, do parto e do pós-parto das mulheres da favela de mesmo nome, na zona Sul de São Paulo.
Inspirada em sua formação com o médico obstetra francês Frederick Leboyer e comovida com a falta de acesso das mulheres da comunidade a serviços de saúde adequados, Angela passou a oferecer assistência ao parto e ao nascimento no ambulatório da Associação Comunitária Monte Azul.
A divulgação desse serviço sem precedentes entre as mulheres e adolescentes da favela e dos bairros adjacentes foi enorme, atraindo um número cada vez maior de interessadas. Com o tempo, a fama do parto humanizado oferecido por Angela na Monte Azul ultrapassou os limites da região e chegou até os bairros mais ricos da capital, de onde muitas mulheres passaram a se deslocar para ter seus bebês com a parteira na favela.

Primeira casa de parto
Em junho de 1997, foi inaugurada a primeira casa de parto da Associação Comunitária Monte Azul.
A proposta da casa de parto era dar prosseguimento ao trabalho desenvolvido por Angela durante 10 anos no ambulatório da Monte Azul. Nesse período, ela realizou um total de 1500 partos normais, com baixos índices de intervenção, alto grau de satisfação das mulheres e nenhum caso de morte materna ou neonatal.
Em 1998, Angela adoeceu. No ano seguinte a casa de parto da Associação Comunitária Monte Azul fechou suas portas. A parteira alemã, que se tornou uma das pioneiras do movimento pela humanização do parto no Brasil, morreu vítima do câncer em 2000. Seu trabalho constitui um importante legado que até hoje, mais de dez anos depois, continua inspirando mulheres de todas as classes sociais, profissionais de saúde e pessoas dedicadas à elaboração de políticas públicas em prol da humanização do parto e do nascimento no Brasil.

Casa Angela: o projeto
O primeiro passo foi realizar um levantamento da situação da assistência materno-infantil na região em termos de oferta e de qualidade. Foram encontrados números alarmantes: taxa de cesárea por volta de 50%, taxa de mortalidade materna acima da média do município, além de altos índices de prematuridade e baixo peso ao nascer. Analisando diversos indicadores como esses, chegou-se à conclusão de que existia demanda por uma casa de parto na região.
Em 2004 o projeto foi apresentado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Na época, houve o entendimento de que, para garantir a manutenção do serviço, inclusive o custeio da equipe profissional, a Prefeitura incluiria a Casa Angela no Programa Saúde da Família por meio de um convênio entre a SMS e a Associação Comunitária Monte Azul. Em contrapartida a entidade, com a ajuda de parceiros internacionais, assumiu os custos com as obras de construção e a aquisição de equipamentos básicos e mobiliário. Em setembro de 2005 o projeto de edificação da Casa Angela foi aprovado pela Vigilância Sanitária. A construção inciou-se em 2006.

Casa Angela: a realidade
A Casa Angela ficou pronta em 2008 e começou a funcionar parcialmente em março de 2009, com os primeiros atendimentos de pré-natal e pós parto.
No primeiro ano de funcionamento, de março de 2009 a março de 2010, foram realizadas 734 consultas de pré-natal e 369 de pós-parto (incluindo visitas domiciliares e orientação em planejamento familiar). Em 2008 a Casa Ângela também se tornou sede das reuniões do Comitê de Mortalidade Materna e Infantil da Supervisão Técnica de Saúde M´Boi Mirim. Desde então, 1490 profissionais de saúde participaram de palestras e cursos de capacitação voltados à saúde materno-infantil, realizados pela Casa Angela.

Pronta para funcionar
A organização, a infraestrutura física, os materiais e equipamentos, bem como a qualificação dos profissionais da Casa Angela estão de acordo com os padrões estabelecidos na RDC 36/08 da Anvisa que estabelece padrões para o funcionamento Desde dezembro de 2008, a Casa Angela possui o alvará de funcionamento da Anvisa.
Apresentado em 2004 à Secretaria Municipal da Saúde, seu projeto de implantação obteve, na época, parecer favorável da Prefeitura. De lá para cá, num contexto de mudanças na gestão municipal, ao primeiro parecer favorável seguiram-se cinco respostas negativas da Secretaria Municipal da Saúde. Na mais recente delas, de novembro de 2009, a Prefeitura alega que não existe esgotamento da capacidade pública de atendimento que justifique investimento privado na região. Em outras palavras, que não existe demanda pelo serviço de uma casa de parto nesse local.
Sem o convênio que possibilitaria o repasse de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), a Casa Angela funciona atualmente de forma parcial, oferecendo atendimento pré-natal, mas sem realizar partos.

Para doar para casa Angela: Banco do Brasil, ag.2434-1, conta corrente, 25.004-x, Associação Comunitária Monte Azul

Texto retirado do site: http://www.casaangela.org.br/

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