Série Parto Pelo Mundo estréia dia 5 de maio no GNT

Com muitaaaaa alegria que anunciamos a Estréia da série Parto Pelo Mundo dia 5 de maio às 23:30 na GNT!!! Serão 5 episódios de 26 minutos, com um novo episódio todos os domingos, às 23:30.
Com produção especial da Cinevideo Produções

Lake Wanaka

Em qualquer lugar do planeta o nascimento de uma criança é um acontecimento marcante que modifica profundamente a vida dos envolvidos. Uma experiência que é comum a todos os seres humanos, mas que acontece de modo bastante diverso em cada sociedade.

Camboja

A série “Parto pelo mundo” mostra as muitas facetas do nascimento através de uma viagem de volta ao mundo.

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A enfermeira parteira Mayra Calvette e seu marido, o empresário Enrico Ferrari empreenderam essa jornada de nove meses por 25 países, o tempo de uma gestação.

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A série é o resultado dessa experiência, um registro único e pessoal de diversas sociedades e do modo como elas lidam com os nascimentos. Pontos de vistas tão diferentes guiados pela mesma preocupação com um nascimento saudável, feliz e seguro para a mãe e bebê.

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Liepzig - visita pós parto com Birke

Viram crianças que nasciam em meio de plantações de arroz no Camboja, outras abençoadas pela manteiga do Lama no Tibet e ainda as que nasciam no hospital com toda tecnologia disponível.

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Entrevistaram médicos, enfermeiras, parteiras, doulas, pais e mães. Mulheres que revolucionaram o sistema de saúde da Nova Zelândia e as que decidiram viver à margem dele nos Estados Unidos. Além disso, registraram o grande movimento que está acontecendo no próprio Brasil.

Entrevista com Birke Heinrich - Liepzig - Alemanha

Shonan Atsugi

College of Midwives

Visitaram clínicas, casas de parto, hospitais, vilas e residências. Produziram vídeos, fotos e um diário de viagem, onde registraram aspectos da cultura, relatos de parto e dados do sistema de saúde de cada país visitado.

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Intercalaram a pesquisa com atividades comuns de um jovem casal que viaja pelo mundo: praticaram esportes, conheceram culturas diferentes, visitaram lugares inesquecíveis.

West Coast - New Zealand

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Camboja

Agora voltaram pra dividir essa experiência.
“Parto pelo mundo” é uma maneira de conhecer o mundo pelo modo que chegamos nele.

Camboja

Nos acompanhe, se inspire e faça parte também desse movimento!

Unidos somos uma força muito maior!

The Big Tree

Entrevista para NT Repórter

Nessa entrevista eu e Enrico compartilhamos um pouco sobre o parto pelo mundo. Essa matéria também traz informações sobre a escola de obstetrícia da USP e a experiência de uma senhora que teve experiência negativas de seus partos.
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Nepal

Carros e motos por todos os lados, buzinando o tempo todo! O taxista teve que desviar, pois havia uma vaca no meio da rua, descansando ao sol, no meio daquele caos urbano de Katmandu, Nepal. A vaca é um animal sagrado no Nepal. Katmandu é a capital e a cidade mais populosa.

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Visitamos muitos templos e conhecemos um pouco sobre a cultura, religião e costumes do local. A agricultura é a base da economia. As principais religiões são o Hinduísmo (80%) e Budismo (10%).

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O parto em casa assistido por parteiras tradicionais ainda é muito comum, principalmente nas vilas mais distantes onde o acesso é limitado, totalizando cerca de 82% de parto em casa no país, sendo que nas áreas urbanas é cerca de 50% (2006), mas as condições não são muito favoráveis, pela falta de acesso ao hospital se necessário, falta de treinamento e material esterilizado.

Há um grande incentivo para que os partos aconteçam em instituições, o cuidado é de graça e as mães recebem 1000 rupi pelo parto (10 dólares), mas elas só recebem depois do parto. Essa é uma forma que eles encontraram de aumentar os partos no hospital e alcançar a Meta de Desenvolvimento do Milênio número 5 da ONU, que é diminuir três quartos da mortalidade maternal até 2015. O índice de mortalidade materna é de 281 por 100,000 nascidos vivos (2006), a mortalidade neonatal é de 33 por 1000 nascidos vivos. O índice de cesarianas é bem baixo, cerca de 2,9% (2006), o que mostra a falta de acesso aos hospitais. Por outro lado nas áreas urbanas o índice é superior, e algumas cesarianas são eletivas.

Fui no hospital no centro de Katmandu, onde a enfermeira local me levou para uma visita pelo Centro Obstétrico, quartos pós parto e quarto de cuidado Canguru.

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Tirei meu tênis e entrei no Centro Obstétrico. Havia várias mulheres em trabalho de parto com um acompanhante, separadas por divisórias. Assisti dois partos em um período de 40 minutos. As enfermeiras obstetras que atendem todos os partos. Mas senti que é de uma forma mais mecânica e intervencionista. Depois elas me convidaram para tomar um chá e pude conversar um pouco com elas. Elas não sabiam nada sobre parto humanizado, métodos naturais de alívio da dor, posições para o parto. Uma das enfermeiras inclusive fez uma cesárea eletiva da sua filha, que hoje tem 1 ano, para não precisar “sofrer”, segundo ela. Falei, de forma sutil, sobre o parto humanizado que eles poderiam adotar, como é nos países desenvolvidos e que traz muitos benefícios para mãe, bebê e também maior satisfação para o profissional! Elas ficaram interessadas com essa idéia.

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No meio do trânsito, no táxi, entrevistei a presidente da Sociedade de Parteiras do Nepal (MIDSON). É uma organização nova e está se organizando para criar cursos de parteiras profissionais, ou obstetriz. Não há nenhum curso de entrada direta no Nepal, o que existe são enfermeiras obstetras. Outra meta da sociedade é humanizar a assistência durante o nascimento que ainda é um conceito muito novo e pouco conhecido. Eles também querem substituir as parteiras tradicionais pelas profissionais nas áreas rurais.

Visitei a única casa de parto do Nepal, Aadharbhut Prasuti Sewa (APS), uma ONG sem fins lucrativos criada em Julho de 2007. Fui muito bem recebida pela parteira local, que foi uma das fundadoras, e também havia uma parteira voluntária da Inglaterra.

Eles oferecem cuidado à mulher e criança, incluindo pré natal, parto, pós parto e planejamento familiar. Também é um centro de treinamento para parteiras e estudantes, pois a educação é bastante limitada. Um dos principais objetivos é a diminuição da mortalidade materna e neonatal no Nepal.

Elas me contaram que as mulheres não costumam ficar nuas durante o parto, apenas levantam a saia na hora do bebê nascer. E o parto acontece com a mulher deitada na cama, mesmo lá a assistência ao parto segue o modelo ocidental, com medicação, mas estão aprendendo sobre humanização do parto. O parto na água não é uma opção, pela falta de água, mas também por que as mulheres não gostam de ficar nuas. Depois de algumas horas, as mães vão para casa e praticamente todas amamentam seus bebês.

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Há muitos rituais envolvidos durante o nascimento, que é dos mais importantes ritos de passagem. Entre os Newars, grupo étnico que mora no vale de Katmandu, a mãe dá à luz em um quarto escuro e silencioso, somente com mulheres. Depois do parto, mãe e bebê ficam em retiro no quarto. A parteira, Aji, também faz as rezas e invoca a influência protetora da Deusa. A placenta é chamada de ‘bucha-co-satthi’ que significa amiga do bebê, ela é geralmente enterrada.

Entre quatro e doze dias após o nascimento, acontece um ritual em que o bebê é formalmente apresentado para a sua família e recebe o seu nome.

Espero que o Nepal consiga atingir a Meta de Desenvolvimento do Milênio da ONU, que mais mulheres tenham acesso ao hospital e à cesariana quando necessário, mas que uma assistência humanizada seja prestada e as tradições sejam preservadas, pois essa é a riqueza de cada cultura.

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Publicado no Blog da Gisele

A felicidade no Reino do Butão

Cheguei e já pude senti a paz do lugar. Uma sensação de que havia voltado no tempo. O Butão é um museu a céu aberto. O aeroporto é pequeno e possui arquitetura típica do Butão, sendo o único aeroporto internacional do país. O nosso guia e motorista nos recepcionaram com muita gentileza e tranquilidade, com as ventimentas Butanesas, chamadas de “ghos”. Você precisa de um guia e motorista para passear no país, o turismo é muito organizado e restrito.

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Butão se localiza entre a China ao norte e oeste, e a Índia ao leste e sul. É um país pequeno e curioso, com uma população de cerca de 700 000 habitantes. O índice mais importante é da Felicidade Interna Bruta (FIB). Sendo possível avaliar o país de forma sustentável e menos materialista. O país possui uma monarquia constitucional, sendo o Rei muito respeitado e popular. O ar é puro, a natureza exuberante, as águas cristalinas dos rios correm naturalmente.

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Visitamos lugares belíssimos, como o Mosteiro Taktshang ou Ninho do Tigre. Quatro horas de caminhada, vale cada passo dado. O templo foi construído no século 17, na caverna onde o Guru Padmasambhava, que meditou por três anos, três meses, três semanas, três dias e três horas no século 8. A influência do Budismo no país é evidente, a cultura é voltada à filosofia budista e à preservação das tradições butanesas.

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Noo retorno da caminhada haviam mulheres vendendo alguns artesanatos típicos e eu perguntei como os bebês nascem por lá. Elas disseram, um pouco envergonhadas de falar no assunto, que elas nasceram em casa, com a ajuda da avó ou de alguma mulher que já tenha passado pela experiência, elas não têm parteiras típicas. Perguntei a posição e ela mostrou a posição de joelhos apoiada na frente.

O parto em casa é ainda muito comum, pois introdução do parto no hospital ainda é muito recente. Há um incentivo para que as mulheres tenham seus bebês no hospital. O tempo era curto, mas consegui visitar o hospital da capital. O parto acontece na sala de parto, em posição ginecológica, com uma assistência hospitalar nos mesmos padrões ocidentais, mas ao mesmo tempo com uma certa frieza, como se fosse um sinal de modernização.

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Depois de conhecer o Takin, animal típico do Butão, minha percepção foi confirmada através de uma entrevista com uma família tradicional que optou ter seus bebês em casa, mesmo morando perto do hospital. Conversávamos enquanto elas continuavam o tear. A avó foi quem assistiu os partos em casa, para a mãe era muito importante ter sua mãe ao seu lado. Elas sentiam que a casa era muito mais aconchegante e ficavam envergonhadas de ir para o hospital, em um ambiente frio e desconhecido, pessoas estranhas que muitas vezes tratam as mulheres mal durante o parto. A placenta é sagrada e na maioria das vezes enterrada em um lugar especial, onde vai estar protegida de outros animais. A mortalidade materna ainda é muito alta, ainda há muitas vilas em áreas isoladas, sem acesso ao centro de saúde se for necessário.

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Butão foi um dos países que mais me encantou, por suas tradições ainda muito vivas, assim como a conservação da natureza, da cultura e simplicidade de viver. Mas sentimos que o processo de modernização está acontecendo rapidamente. Os jovens estão muito atraídos pelo estilo de vida ocidental, televisão, internet, filmes de Hollywood, festas. Foi um dos últimos países a se abrir para televisão e internet, em 1999. Uma preocupação do Rei, que alertou que o uso indevido da televisão poderia corroer os valores e tradições butanesas.

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É um desafio que eles estão passando de conseguir balancear as tradições e a modernização, inclusive na hora do nascimento, para que aumente a segurança e que as tradições sejam mantidas durante esse momento tão especial.

Taxa de natalidade: 18,75 nascimentos / 1.000 habitantes (est. 2012)
Mortalidade Materna: 180 mortes/100 000 nascidos vivos (2010)
Mortalidade infantil: 42,17 mortes / mil nascimentos (2010)
Mortalidade neonatal: 33 mortes / 1, 000 nascimentos (2009)

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Publicado no Blog da Gisele

Rede Cegonha – Por um novo modelo de assistência

O Brasil está passando por momento importante de mudanças na assistência obstétrica. O movimento pela humanização do parto cresce e se fortalece a cada dia.

Para dar a assistência necessária às gestantes e seus filhos, o Ministério da Saúde lançou, em março de 2011, a estratégia Rede Cegonha, composta por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. Todos os estados brasileiros já aderiram à estratégia.

A Rede Cegonha, instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde, consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada à gravidez, ao parto, ao puerpério e ao abortamento, bem como o direito ao nascimento seguro, ao crescimento e ao desenvolvimento saudáveis. Conta com R$ 9,397 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde para investimentos até 2014. Esses recursos são aplicados na construção de uma rede de cuidados à mulher e à criança. “Temos que construir um ambiente acolhedor para que a mulher se sinta mais segura nesse momento e, para isso, é necessário a qualificação do espaço físico e a mudança das práticas”, enfatiza a coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher, Esther Vilela.

No pré natal há uma prioridade de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). É nela que há a realização de todo os cuidados e exames pré-natais. Também, será neste momento, que a mulher fará a vinculação com uma maternidade e saberá, desde os primeiros meses, onde terá o seu bebê.

Durante o parto a Rede Cegonha qualifica as equipes de saúde para prestação de atendimento humanizado e especializado. Há o acolhimento com classificação de risco, ambiente confortável e seguro para a mulher e o bebê e foco na humanização e qualidade do parto. A mulher tem o direito a um acompanhante durante o parto e atendimento especial no caso de uma gravidez de risco. Além disso, a estratégia garante atenção humanizada às mulheres em situação de abortamento. A Rede Cegonha está financiando 100% da construção e custeio do ?Centro de Parto Normal (CPN) e Casa da gestante, bebê e puérpera (CGB); 80% de custeio para ampliação e qualificação dos leitos (UTI, Canguru) e financiando a ambiência para os locais de parto, para que as maternidades sejam mais acolhedoras e disponham de quarto PPP(pré parto, parto e pós parto) para que a mulher em trabalho de parto fique no mesmo ambiente durante todo o processo de parir.

Durante o pós-parto a Rede Cegonha acompanha o crescimento e desenvolvimento da criança de 0 a 24 meses de idade. Há a orientação sobre todos os cuidados necessários para a mulher e seu bebê, promoção e incentivo ao aleitamento materno e acompanhamento do calendário de vacinação. Além disso, as mamães podem ter acesso a informações e disponibilização de métodos de planejamento familiar, consultas e atividades educativas.

Temos que aproveitar o momento e o investimento do Governo Federal! Para isso precisamos de pessoas engajadas que levem esse projeto a frente para que da estratégia Rede Cegonha seja implementada no seu município. Vamos fazer a nossa parte para que esta mudança aconteça!

Para maiores informações de como elaborar propostas para rede cegonha clique aqui.

Clique aqui e leia um lindo cordel da Rede Cegonha. Vale a pena!

Publicado no Blog da Gisele

Aprendizados e desafios em Camboja

Passei pelos incríveis templos de Angkor e pelas vilas no interior do país. Camboja é um país onde as culturas e tradições ainda encontram-se muito vivas. Ao mesmo tempo, possui uma história triste de profundo sofrimento, com o regime do Khmer Vermelho, no qual cerca de dois milhões de pessoas foram mortas.

Fiz um trabalho voluntário com a organização Women’s Health Cambodia (Saúde da Mulher Camboja). É uma ONG sem fins lucrativos, com sede na província de Takeo. O projeto começou para trazer Bondade para as mulheres. O foco é a saúde de mulheres e crianças, mas também abrange toda a comunidade.

O Parto no Camboja não significa apenas o momento do nascimento, mas todo o processo de gravidez, parto e recuperação pós-parto. Muitas mulheres são cuidadas pelas parteiras tradicionais “chmâp boran”. O parto está passando por um processo de hospitalização, mas as condições ainda são muito precárias. A mortalidade materna é de 250 por 100.000 nascidos vivos.

Nas vilas que fiz trabalho voluntário, os partos aconteciam na unidade básica de saúde (UBS). Acompanhei alguns partos, as mulheres ficavam caminhando silenciosamente pela UBS durante o trabalho de parto, a família estava toda ao redor. Eu massageava as costas da gestante, mas esse contato mais próximo não é comum para eles. Na hora do parto ninguém podia estar junto. A mulher tem o bebê deitada na maca de parto. O cordão é cortado logo após o parto e são realizados os procedimentos com o bebê para depois voltar para a mãe. A parteira da unidade não era carinhosa com a mulher, que têm medo de se expressar. As pessoas no geral são mais frias umas com as outras, o que tem a ver com o recente regime do Khmer Vermelho.

Aprendi muito com as visitas pós-parto nas casas das mulheres. Chegávamos para a visita e todos vizinhos se juntavam, curiosos para saber o que estava acontecendo. As casas tradicionais são feitas de folhas de palmeira que cobrem o redor da casa e o telhado, a madeira é o suporte da casa. Nas visitas se avaliam mãe, bebê e todo o contexto familiar. Onde vivem? Será que têm comida suficiente? Será que têm apoio?

Cambojanos acreditam que o corpo da mulher torna-se frio após o parto. Eles têm formas diferentes para aquecer o corpo, mesmo que a temperatura esteja quente. Uma mulher não deveria tomar banho por alguns dias até uma semana após o parto; deve manter o corpo coberto da cabeça aos pés; consumir alimentos que aqueçam o corpo; cerca de 90% das famílias fazem o “ang pleong” ou rosting, que é uma fogueira embaixo do estrado de bambu onde as mulheres e bebês deitam e ficam “assando”, procedimento que às vezes se estende por 10 dias, para prevenir dor nas costas no futuro e melhorar a pele. Os rituais pós-parto servem para prevenir o que eles chamam de “Tos”, que são problemas a curto e longo prazo.

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As mulheres nem questionam amamentar ou não.Também não vi nenhum bebê com chupeta ou fralda! Ficam peladinhos, cobertos por um pedaço de pano, luvas e um mosquiteiro. Eles utilizam o creme “Tiger Balm” na barriga dos bebês e depois cobrem com um plástico. Isto serve para aquecer a barriga do bebê e prevenir diarréia, mas acaba irritando a pele. Em todas as casas encontramos uma faca localizada atrás da cabeça do bebê, que serve para protegê-lo contra os espíritos do mal. Também não é bom elogiar as crianças, pois eles acreditam que atrai espíritos do mal.

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Nós vivemos uma vida tão diferente. Muitas coisas que para nós seriam aparentemente tão necessárias, mas para eles não faz muita diferença. É um desafio trabalhar de uma maneira que você auxilie sem interferir muito.

Bondade – é o que eles realmente precisam e é o coração da organização. Um sorriso sincero, segurar a mão das mulheres durante o parto, massagear suas costas ou dar-lhe um abraço de coração. Para que a ferida seja pouco a pouco cicatrizada e as pessoas voltem a confiar e amar umas as outras.

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Publicado no Blog da Gisele

Marcha pelo Parto Humanizado

Published on August 3rd at Gisele’s Blog , escrito por Mayra Calvette

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Parto Humanizado: esse é o caminho!

O nascimento é encarado como um complexo procedimento médico, em que mulher e bebê, frequentemente, são submetidos às rotinas e procedimentos impostos no hospital, que são muitas vezes desnecessários e prejudiciais.

Felizmente, cada vez mais as mulheres estão se conscientizando dessa “Matrix Obstétrica” que estão inseridas e estão fazendo escolhas baseadas em informação. Escolhas essas que muitas vezes saem do padrão comum da sociedade, mas que são as melhores para essa mulher, bebê e família. Muitas querem um parto domiciliar, um acompanhamento de doulas, de enfermeiras obstetras e obstetrizes. E ao contrário que muita gente pensa, são escolhas que estão de acordo com as mais atuais evidências científicas.

Quem está por dentro das notícias deve estar sabendo das resoluções nº 265/2012 e 266/2012 do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) publicadas no dia 19 de julho, que veta a participação de médicos obstetras em partos em casa e proíbe a presença de doulas, obstetrizes e parteiras em partos hospitalares. Essas resoluções desconsideram as mais atuais evidências científicas, as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde. Além disso, essas resoluções desrespeitam o direito da liberdade de escolha das mulheres, famílias e dos próprios profissionais.

A recomendação da revisão sistemática da Biblioteca Cochrane (que reúne as mais atuais pesquisas científicas em saúde) é que se deve oferecer um modelo de atenção promovido por obstetrizes à maioria das mulheres e que elas deveriam ser encorajadas a reivindicar essa opção. Na avaliação da revisão sistemática da Cochrane sobre doulas foi concluído que todos os hospitais deveriam implementar programas para oferecer suporte contínuo intraparto, integrando doulas nos serviços de maternidade, uma vez que os melhores desfechos maternos e neonatais são obtidos quando o suporte contínuo intraparto é oferecido por doulas.

Viajei por diversos países, conhecendo diferentes culturas e modelos de parto que funcionam. Percebi que a maioria dos países socialmente desenvolvidos tendem a oferecer um cuidado humanizado e centrado na mulher. As gestantes têm o direito de escolher seus acompanhantes durante o parto; são encorajadas a terem uma doula e um plano de parto; ficam no mesmo quarto durante o trabalho de parto, parto e pós parto imediato; fazem parte do processo de tomada de decisão e podem negar qualquer procedimento para ela e seu bebê; têm liberdade de movimento e de escolher a posição que querem ter seus bebês.

O cuidado durante o trabalho de parto e parto para gestações de baixo risco é baseado na enfermeira obstetra e na obstetriz, em um modelo de cooperação com o médico obstetra. Alguns desses países que visitei, onde elas são principais provedoras de cuidado durante a gestação, parto e pós parto (de baixo risco) são: Inglaterra, Alemanha, Holanda, Áustria, Suécia e Nova Zelândia. E todos possuem ótimos índices de mortalidade materna e neonatal e índices de cesariana muito mais baixos que o Brasil (dados de 2008): 24%, 27,8%, 14%,27%, 17%, 20% , respectivamente. Enquanto no Brasil temos 52% de cesarianas, sendo 82% no setor privado, os maiores índices de cesarianas do mundo e 25% das mulheres sofrem violência obstétrica nos hospitais!

Felizmente, foram tomadas as providencias necessárias e as resoluções do CREMERJ foram suspensas no dia 30 de julho, até a decisão final. No domingo, dia 05 de agosto, acontecerá uma marcha pela Humanização do Parto em algumas cidades brasileiras, sendo a concentração maior no Rio de Janeiro. Convido todos a participarem, eu estarei lá em Ipanema, posto 9, às 14h.
Estamos no caminho, Brasil!

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O nascer no “Teto do Mundo”

Publicado no Blog da Gisele por Mayra Calvette

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Após um vôo maravilhoso pela Cordilheira do Himalaia, passando pelo Monte Everest, chegamos ao “teto do mundo”, o Tibete. O vento estava frio e cortante! Mas tivemos uma recepção calorosa da nossa guia. Ela nos recepcionou sorridente e ganhamos um cachecol branco, chamado Kata, para dar boa sorte.

A cultura Tibetana é riquíssima, repleta de significados, crenças, rituais e tradições. Mantras, rodas de oração, rezas ao redor dos templos, recebimento de benção dos monges ou lamas, chá de manteiga. É uma forma de manter-se conectado a vida espiritual e dar continuidade a cultura tibetana,

O nascimento faz parte do ciclo natural da vida. A crença na reencarnação está intimamente relacionada a esse momento. Nascer como um ser humano é sinal de boa sorte. A mulher deve estar purificada e aberta para conceber. O tipo de bebê que a mãe vai atrair depende de seu estado kármico, sendo o espírito a ser encarnado atraído pelas energias dos pais. A mulher grávida está em um momento especial de sua vida, com acesso a dimensões superiores e seus sonhos possuem significados especiais. Existem rituais com o propósito de tornar o trabalho de parto mais rápido e fácil. Algumas vezes a mãe come manteiga abençoada pelo Lama para facilitar seu parto e dar energia.

O parto em casa é comum no Tibete, principalmente nas áreas rurais. No comércio local de Lhasa, conversei com várias mulheres e descobri que muitas delas tiveram seus bebês em casa, com a ajuda de uma mulher mais experiente. O custo do hospital é muito alto para seu padrão vida, elas sentem-se mais a vontade em casa, além das tradições serem respeitadas. Tive a oportunidade de entrevistar a mãe da nossa guia e conhecer sua filha de quatro meses. Recepcionaram-nos com o famoso chá de manteiga, feito com o leite de Iaque.

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Eles moravam nos campos de arroz antes de mudarem-se para Lhasa. Ela teve oito filhos, todos nascidos em casa, sendo que em sete deles ela estava sozinha. Ela também ajudou outras mulheres durante o parto. Falou que as mulheres mais experientes ajudam as outras, mas não existiam parteiras. Depois do seu primeiro parto, já sabia como fazer e também teve partos fáceis e rápidos. Ela continuava a com seus afazeres de casa e nas plantações de arroz, quando as contrações ficavam mais fortes ia para casa e quando sentia vontade de ir ao banheiro, sabia que o bebê estava chegando. No nascimento de todos os bebês, ela estava em pé, com os joelhos levemente dobrados e inclinada para frente. As mulheres usam saias compridas, como ela estava sozinha em sete de seus partos, ela levantava a parte da frente da saia e segurava a parte de trás. O bebê caía nessa rede. Ela fazia o corte do cordão umbilical após a saída da placenta, que é desquitada rapidamente. Depois do parto as mulheres tomam chá de manteiga que é bom para acalmar, nutrir e esquentar o corpo. Manter a mulher aquecida durante o trabalho de parto, parto e pós parto é essencial.

O bebê era enrolado em uma roupa mais usada dos pais, por ser mais confortável. A placenta é enterrada ou jogada no rio. O processo de enterrar a placenta mostra o respeito por esse órgão que nutriu o bebê dentro do útero. Ela é enterrada em um lugar mais afastado onde outros animais não comam. O cordão muitas vezes é guardado para proteger o bebê de espíritos ruins. Toda a vizinhança sabe que o bebê nasceu. Mas a cerimônia se inicia no terceiro dia de vida para o menino e no quarto dia para a menina.

Muitos pais levam o seu bebê para ser abençoado e receber o nome pelo Lama. Dessa forma, ele terá uma conexão maior com o mundo espiritual durante sua vida na terra.

Infelizmente, a cultura tibetana vem se perdendo com o passar dos anos. Tibete faz parte do território chinês. Sentimos por todos os cantos a repressão, especialmente em Lhasa, onde estávamos. Todas as placas são escritas em chinês e em tibetano com letras menores. Na própria escola, o idioma ensinado é o chinês. Os templos de Lhasa estão virando museus. A nova geração está muito mais fascinada pelas tentações do mundo moderno do que em manter as tradições milenares.

Com o parto não seria diferente. Muitas das mulheres da cidade têm seus bebês no hospital chinês. A preferência pelo parto normal é praticamente geral. A nossa guia teve parto normal no hospital, pensando que seria melhor por ter mais tecnologia. Mas confessou que não foi uma experiência muito boa. Os profissionais não eram gentis, falavam para ela não gemer e ela não podia ter nenhum acompanhante durante o trabalho de parto e parto. Ela teve seu bebê na posição ginecológica (deitada, com as pernas para cima) e seu períneo cortado, o que a deixou sem conseguir caminhar direito por um mês. Ela pensa em ter o próximo filho com a ajuda de sua mãe, em casa, como ocorreu com suas irmãs e cunhadas.

Na realidade que conheci, os tibetanos vivem em dois extremos: o parto hospitalar frio, mecanizado e muitas vezes traumático, mas que traz mais segurança; e o parto em casa tradicional, mais aconchegante, que respeita a natureza do parto e as tradições tibetanas, mas que traz seus riscos pela falta de cuidados básicos de segurança e higiene.

“Só podemos concluir que deve haver algo muito errado com o nosso progresso e desenvolvimento. Se não verificarmos a tempo, poderão haver conseqüências desastrosas para o futuro da humanidade.” Dalai Lama

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Marcha do Parto em Casa

Publicado primeiramente no Blog da Gisele Bündchen, escrito por Mayra Calvette.

Gisele Bündchen e Mayra Calvette

Junho foi um mês histórico para a Humanização do Parto no Brasil. O programa dominical de televisão “Fantástico” mostrou uma reportagem sobre a polêmica do parto em casa no dia 10 de junho. Apareceu o vídeo belíssimo de um parto em casa com o acompanhamento de uma obstetriz, duas doulas e neonatologista.

O médico obstetra Dr. Jorge Kuhn apareceu na reportagem falando respeitosamente a favor do parto domiciliar para gestações de baixo risco. Na segunda-feira seguinte, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ), informou que enviaria uma denúncia contra o medico no CRM de São Paulo.

O movimento pela humanização do parto no Brasil tem crescido em progressão geométrica. Cada dia mais adeptos. Cada dia mais mulheres empoderadas e que compartilham suas experiências positivas de parto. A denúncia deste médico, defensor do parto humanizado, foi o impulso para que um grande movimento acontecesse. A notícia rapidamente se espalhou pelo Brasil afora através, principalmente, nas redes sociais.

Em uma semana, milhares de pessoas se organizaram em diversas cidades do Brasil, para fazer a primeira Marcha do Parto em Casa. Sim, uma semana! No final de semana seguinte, dias 16 e 17 de junho, cerca de 5000 pessoas em mais de 30 cidades, se reuniram para fazer parte dessa revolução. Só em São Paulo foram 1500 mulheres, pais, crianças e profissionais marchando pelo direito à escolha e à liberdade!

Arrepiei-me ao ver a força do movimento e a rapidez com que se espalhou. Essa é a vantagem de estarmos todos conectados por um ideal, com a ajuda das redes sociais.

Esse tipo de protesto também aconteceu em alguns outros países e foi possível a mudança de paradigma, há 30 anos. Inglaterra e Nova Zelândia são exemplos. Agora chegou a hora do Brasil!

Gisele Bündchen e Mayra Calvette

Essa foi uma marcha pela liberdade de escolha e pelo respeito à mulher e ao bebê durante o parto. As mulheres têm o direito de escolher como e onde querem parir, com informações corretas, respeito e orientações adequadas. Foi uma marcha para que as mulheres que têm gestações de baixo risco e desejam o parto domiciliar não sejam vistas como pessoas inconsequentes e que colocam a sua vida e de seus filhos em risco. Para que os médicos, enfermeiras, obstetras, obstetrizes e doulas que apoiam essas mulheres não sejam vistos e tratados como párias.

A segurança do parto domiciliar não deveria mais estar em discussão, uma vez que as pesquisas comprovam sua segurança para mulheres com gestação de baixo risco, acompanhadas por profissionais qualificados e com um hospital de referência. Em alguns países desenvolvidos essa é uma opção que faz parte do sistema de saúde.

Devemos esclarecer que não queremos convencer ninguém a fazer parto domiciliar, queremos mostrar que há mais uma opção. Se você tem algum tipo de dúvida, de medo, de incerteza; se você tem qualquer doença, se seu pré natal aponta qualquer problema – o melhor lugar para ter seu bebê é no hospital.

Não estamos protestando contra o parto hospitalar. Estamos protestando contra a violência durante o parto, seja ela emocional ou física. Uma pesquisa no Brasil mostrou que 25% das mulheres sofrem algum tipo de violência durante o parto. Queremos que as mulheres sejam respeitadas, que recebam um cuidado mais amoroso onde quer que ela escolha ter seu bebê – em casa, no hospital ou em casa de parto.

Respeito ao parto é respeito à mulher e ao bebê!

Que possamos um dia garantir que todas as mulheres tenham direito a um parto digno, respeitoso, privado, sem sofrimento e sem danos aos seus corpos e ao seu bebê, onde quer que elas desejem tê-los.

Vídeo especial da Marcha do Parto em Casa
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A Parteira como símbolo de Status

Article published at NY Times

“BESIDES being impossibly gorgeous mothers, what else do Christy Turlington, Karolina Kurkova and Gisele Bündchen have in common?

Each could probably afford to buy her own private wing at a hospital, but instead of going to a top-notch obstetrician, all chose a midwife to deliver their babies.

“When I met my midwife, her whole approach felt closer to home,” said Ms. Turlington, who delivered both her children — Grace, 9, and Finn, 6 — with a midwife at St. Luke’s-Roosevelt Hospital in New York, one with the help of an obstetrician because of complications. A former model, she founded Every Mother Counts, a nonprofit organization devoted to maternal health. “I knew I wanted a natural childbirth.”

Are midwives becoming trendy, like juice cleanses and Tom’s shoes? It seems that way, at least among certain well-dressed pockets of New York society, where midwifery is no longer seen as a weird, fringe practice favored by crunchy types, but as an enlightened, more natural choice for the famous and fashionable. “The perception of midwives has completely shifted,” said Dr. Jacques Moritz, director of the gynecology division at St. Luke’s-Roosevelt and a consulting obstetrician for three midwife practices. “It used to be just the hippies who wanted to go to midwives. Now it’s the women in the red-bottom shoes.”

And like any status symbol, a pecking order has emerged. Just as getting your toddler into the right preschool requires social maneuvering, getting into a boutique midwifery clinic has become competitive.

“We constantly have to turn women away,” said Sylvie Blaustein, the founder of Midwifery of Manhattan, a practice on West 58th Street that has its share of well-heeled clients. Opened in 2003, the practice now has six midwives on staff. “Because of the quality of care, we can only deliver about 20 babies a month.”

“It sounds bizarre,” Ms. Blaustein added, “but midwifery has become quote-unquote trendy.”

Like obstetricians, midwives are medically trained and licensed to deliver babies. The main practical difference is that only obstetricians can perform surgeries, including Caesarean sections, and oversee high-risk pregnancies. On the other hand, midwives tend to approach childbirth holistically, and more of them provide emotional as well as physical care. This can involve staying by a laboring mother’s side for 12 or more hours and making house calls.

Nevertheless, misconceptions remain. “There will always be people who have no idea what we do — they think we’re witches who perform séances and burn candles,” said Barbara Sellars, who runs CBS Midwifery, a small practice in Manhattan’s financial district. “Sure, some women want a hippie-dippy spiritual birth and I can’t guarantee that. I can guarantee the quality of care.”

Ms. Sellars is considered one of the more respected midwives in New York, and her patients have included opera singers, actresses, bankers and models like Ms. Turlington. (Disclosure: of the more than 1,850 babies that Ms. Sellars has delivered, my daughter was No. 1,727 and my son was No. 1,798.)

It was that high degree of care that led Kate Young, a stylist in New York, to seek out CBS Midwifery when she became pregnant with her son, Stellan, in 2008.

“My friends who had the best birth experiences all went to midwives,” said Ms. Young, whose clients have included Natalie Portman and Rachel Weisz. “When you go to a doctor, you’re left alone a lot. You don’t have someone sitting there, looking you in the eye, getting you through it. When I thought about what I wanted for my child and how I wanted to have my child, every sign pointed to going to a midwife.”

The rising popularity of midwifery among cosmopolitan women also coincides with larger cultural shifts toward all things natural, whether it’s organic foods, raw diets or homeopathic remedies.

“Pregnancy is not a disease, it’s a condition,” said Dr. Moritz, whose own children were delivered by midwives. “We need fewer OB’s and more midwives.”

For other women, midwives offer a sense of control. “This is a time when women are asking more questions, getting healthy, wanting to be more empowered,” said Ms. Kurkova, the 28-year-old model, who gave birth to her son, Tobin, in 2009. “I didn’t want a hospital to take away my power. I didn’t want to risk someone cutting me open and taking the baby out that way.”

While midwife deliveries typically take place in the hospital, Ms. Kurkova is among those who have given birth at home.

“A home birth is more relaxed,” said Miriam Schwarzschild, a home midwife for 25 years who lives in Brooklyn. “I wash my hands, listen to the baby’s heartbeat, take the mother’s vital signs and that’s it. There are no routines. You step outside the bureaucracy at home.”

A big selling point for midwives — both at home and in the hospital — is that, barring medical complications, the baby is not separated from the mother after the birth.

Another at-home advocate is Ms. Bündchen, who gave birth in 2010 to her son, Benjamin, in her Boston penthouse.

“We say Gisele delivered her own baby but I was in attendance,” said Deborah Allen, a midwife in Cambridge, Mass., who, along with MAYRA CALVETTE, a Brazilian midwife, was present at the birth. “Obviously, privacy is of the utmost importance. You are completely exposed. You need to be in a place where you feel comfortable to do that. Gisele was extremely prepared.”

But not everyone is ready to go that route.

When Esther Haynes, deputy editor at Lucky Magazine, decided to go to a midwife, she quickly rejected an at-home birth. “This is New York, and if there was an emergency, I didn’t want my story being, ‘I called 911 and the ambulance took 45 minutes because of traffic!’ ” Ms. Haynes said.”

“Also my apartment is kind of cluttered,” she added. “I hated the thought of going into labor thinking, I wish I’d thrown out more magazines.”

Thanks DANIELLE PERGAMENT and NY Times for the wonderful Article!