SwedenSuécia

We left England and went to Sweden, which was not in our original plans, but we changed the script and went there, following the flow.
Sweden has one of the best rates of maternal and infant mortality in the world. It was also my birthday and we decided to celebrate with our great friends André and Alicia, who are living in Linköping.

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Sweden is located on the Scandinavian Peninsula. Its capital is Stockholm. The official language is Swedish, which we couln`t understand much! But we learned to speak “tack så mycket” taxo (taxi) mickey, an easier association, that means thank you very much! Also barnmorska that means midwife.
We stayed a few days in Linköping and after in Estolcomo to see the wonderful capital, full of beauty and history.

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We did an interview with Eva Maria Wassberg, a midwife who told us about the assistance during the birth process in Sweden.

Birth is seen as natural process in woman`s life. The assistance during prenatal, delivery and post delivery is performed by the barnmoska. If there is a risk factor, the pregnant woman is referred to the obstetrician, they work together as a team, always seeking the well being of mother and baby.

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During prenatal the pregnant woman is assited in a midwives clinic from her area. There are midwives who work with prenatal and postpartum and those working in the hospital watching the births. So it’s not the same midwife who attends the prenatal and birth. During pregnancy is also offered course to prepare for the birth, there are about six meetings lasting two hours talking about subjects envolving pregnancy, birth and after birth, it is also opportunity to meet other pregnant couples in the same area. It’s done just one ultrasound and they usually don`t reveal the sex of the baby.

The majority of births occur in hospital, which are like a home birth, attended by barnmorska and with minimal intervention. If there is a risk factor, the doctor enters the scene of the birth but the midwife is always present.
The woman has the freedom and voice, they are encouraged to do a birth plan, where her wishes are respected. The postpartum is closely monitored, with postpartum visits at home.
The whole system is public and everyone has access to it. Some midwives attend the birth at home, but in privately, it is not part of the health system. And some mothers decide to have an unassisted homebirth.

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Birth rate: 10.18 births / 1,000 population (2011 est.).
Neonatal mortality – 1.6 / 1000 (2009)
Infant mortality – 2.75 / 1000 (est 2011)
Caesarian section – 17.3% (2008)
Maternal Mortality – 5 / 100000 (2008)

Another great example of a birth system that works!

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Saímos da Inglaterra em direção à Suécia.
Não estava em nossos planos iniciais, mas seguimos o fluxo.
Suécia tem um dos melhores índices de mortalidade materna e infantil do mundo. E seria também meu aniversário e decidimos comemorar com grandes amigos, André e Alicia, que estão morando em Linköping.

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A Suécia está localizado na Península Escandinava. A sua capital é Estocolmo. A língua oficial é o Sueco, que não entendíamos nada! Aprendemos a falar “tack så mycket” taxo (taxi) mickey, uma associação mais fácil de gravar, significa muitíssimo obrigado! E também barnmorska, que é parteira.
Ficamos alguns dias em Linköping e um dia em Estolcomo para conhecer a capital maravilhosa, repleta de histórias e belezas.

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Museu do Vasa – Maior navio de madeira (do século 17) retirado das profundezas do oceano

Fizemos entrevista com uma parteira, Eva Maria Wassberg que nos contou um pouco sobre a assistência durante o processo de nascimento na Suécia.

O nascimento é encarado de forma natural, o parto natural é sempre a primeira opção. A assitência ao pré natal, parto e pós parto é realizado pela parteira. Se houver algum fator de risco a gestante é encaminhada ao médico obstetra, eles trabalham em parceria, sempre visando o bem estar da mãe e bebê.

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As parteiras trabalham em uma clínica de parteiras, onde assistem as gestantes daquela região. Existem as que trabalham com pré-natal e pós parto e as que trabalham no hospital assistindo aos nascimentos. Então não é a mesma parteira que assiste ao pré natal e ao parto. Durante a gestação também é oferecido curso de preparação para o parto e maternidade, são cerca de 6 encontros com duração de 2 horas, uma oportunidade também para conhecer outros casais grávidos da mesma área. É realizado apenas um ultrassom e geralmente não se revela o sexo do bebê.

A maioria dos partos acontecem no hospital, que são como uma casa de parto, assistido pela barnmorska e com o mínimo de intervenção. Se houver algum fator de risco o médico entra na cena do parto, mas a parteira sempre está presente.
A mulher tem liberdade e voz, muitas levam um plano de parto, onde seus desejos são respeitados. O pós parto também é acompanhado de perto, com visitas domiciliares.
Todo o sistema é público e todos tem acesso. Algumas parteiras atendem ao parto em casa, mas de forma privada, não faz parte do sistema de saúde. E algumas mães tem o parto desassistido em casa.

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Índice de natalidade: 10.18 births/1,000 population (2011 est.)
Mortalidade neonatal – 1,6/ 1000 (2009)
Mortalidade infantil – 2,75/ 1000 (est 2011)
Cesariana – 17,3 % (2008)
Mortalidade Materna – 5 / 100000 (2008)

Mais um exemplo de sistema de saúde que funciona!

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11 Resultados

  1. Ana Maria do A. Ferrari disse:

    Estas estatísticas mostram o quanto ainda estamos equivocados em relação ao parto natural. Ontem conversando com a Roberta, filha do Luiz Costa Pereira, ela falou que ao engravidar falou para o médico que só faria cesárea, apesar dos argumentos contrários dele, Não queria sentir dor e achava que seria mais seguro. Quando coloquei os .argumentos já conhecidos, senti que ela balançou. Na verdade, esta situação pode ser melhorada.

    • Mayra disse:

      Sim, as estatísticas da Suécia são uma das melhores do mundo, quer dizer que o sistema está funcionando bem! Sempre tem aspectos a serem melhorados, em diferentes níveis dependendo de cada país. Mostra para Roberta o site e alguns vídeos… a informação correta faz toda diferença! Grande beijo, Mayra e Enrico

  2. Otávio Ferrari Filho disse:

    Parabéns pela iniciativa de divulgação do parto humanizado. Para leigos, sugiro que os dados de outros países sejam acompanhados de dados do Brasil para que se possa perceber melhor as diferenças.
    Parabéns também pela maratona cultural e sua dissiminação.

    • Mayra disse:

      Oi!! Essas informações são para todos nós!
      Obrigada pela sugestão, logo entrará no ar uma pagina com dados do Brasil e dos países que vamos visitando.
      Está sendo uma maratona mesmo, intensa mas muito proveitosa!
      Abraços, Mayra e Erico

  3. Mônica disse:

    Muito Obrigada por todas estas informações!
    Acho super importante trazer estes dados e ir fazendo estas comparações!
    Estou amando viajar com vocês!
    Adorei a Suécia!!! Hahahahah
    Um grande abraçoooooo

  4. Geferson disse:

    Sinto que voces realizam um sonho que foi gerado por aqueles que tem a visão de um mundo em equilibrio.
    Razão e emoção, mente coração em equilibrio nestes relatos cheios de aspectos interessantes. Para nós brasileiros tem aparencia de “novidade” pois perdemos a noção de referências e adotamos um sistema intervencionista como padrão “normal”.
    Tenho vontade de ouvir as entrevistas completas, saber em que ponto de exelência esta o conhecimento a favor do parto natural.
    Estamos juntos !

    • Mayra disse:

      Oi querido!
      Essa viagem é um grande impulso que surgiu em nossos corações, a vontade de conhecer e fazer a mudança acontecer através da disseminação de boas informações para o mundo!
      Estamos em busca de enquilibrio e de evolução, hoje e sempre! Mas ainda estamos pegando o ritmo de viajar , filmar, editar, estudar, escrever ao mesmo tempo, mas logo pegamos o jeito e postamos vídeos com mais rapidez. Obrigada pelo interesse e pela força! Muita LUZ!

  5. André disse:

    Taxo mickey pela presenca de voces por aqui!

    Fomos pegos quase de surpresa, mas foi muito recebe-los. Uma otima oportunidade pra conhecer melhor o projeto e reve-los.

    O projeto de voces é muito bonito. Desejo que a mensagem se espalhe com vigor por onde voces passarem. Com uma populacao atual de 7bilhoes e sem perspectivas de desaceleracao, os desafios para as proximas geracoes serao enormes. Quem sabe melhorar a maneira como os novos sao recebidos também os ajude durante a estadia por aqui.

    Grande beijo!

    • Mayra disse:

      Taxo Mickey foi boa!! Foi muito bom estar com voces tambem!! Obrigada pela recepcao maravilhosa!
      A mensagem esta se espalhando devagarinho! Sim, muitos desafios pela frente!
      Com certeza mudar a forma de nascer e um GRANDE passo para mudar o mundo!
      Por isso estamos fazendo esse projeto 😉
      Grande beijo,
      Mayra

  6. Patrícia Scotti disse:

    Brasil:
    Fonte: http://www.datasus.gov.br/MS/SVS – 2010

    Tx de natalidade: 16/1000
    Tx mortalidade neonatal precoce (até 6 dias): 8,5/1000 Nascidos Vivos
    Tx mortalidade neonatal tardia (7-27 dias): 2,6/1000 NV
    Proporção de partos cesáreos: 52%
    Razão de mortalidade materna: 68/100.000 NV

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