Netherlands – part 2Holanda – parte 2

“Dutch midwifery care is unique in the world. Our country has a totally different culture and system that allows Dutch midwives to work as they do and this is not because our midwives or obstetricians are very different from elsewhere but because our approach enables women to get the best of both worlds. The system prevents midwives and obstetricians from behaving in ways that are bad for women and demands the best from all of us. In Holland, midwives are totally autonomous.” (Smulders, 1999)

Everyone has health insurance, which is a very low value per month, until some years the system was completely public. When the woman discovers she is pregnant starts to see a midwife (vroedvrouw,) or general pratictioner (GP). If pregnancy became high risk the woman is forward to the obstetrician and if goes back to normal she is forward back to primary care.

The system does more than just control the competition for clients among midwives, family doctors and gynecologists, also generates an unusual degree of cooperation between them. The list of obstetric indications defines what “healthy” means distinguishing between normal birth and high risk. (Robbie Davis-Floyd et al, 2009)

Most midwives meet in groups, where they join up 3-5 midwives and work in practices, serving 30 to 40 births per month! They also do the prenatal and postpartum visits. The prenatal appointments occur in about 15 min, because the demand is big. They offer pregnancy groups where there is more time to do questions and also an opportunity to meet other pregnants. At these practices the midwife that is on duty attends births that occur during her shift. This is one of the main reasons for joining midwifery practices, so midwives can have some days off, without having to be available 24hrs a day. These midwifes follow the protocol very closely.

Many of these births occur at home. The last census of 2009 recorded a fall of home to less then 25%. There is a new law that doesn`t allow homebirth there are more them 30 min away from the hospital. So this also make the percentage of homebirths going down.
I visited one of these practices and a beautiful birth center, we had a meeting with the midwife MaryElliz, she showed us the birth center – Geboortecentrum Amsterdam – and talked how it works, how their practice work and also about the Dutch midwifery system.
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I questioned, how could they be able to assist all these births? And she told me that the focus during pregnancy is to make women feel empowered of her birth process. Midwives have a lot of work, so they arrive towards the end of labor. If it is too early they go away and come back some hours later.
For women who do not feel safe to be alone at home they set the birth center, which is in front of their practice, so there is always someone around. But the woman has to pay in order to give birth there, because the insurance company is not covering the costs there yet.
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There are some midwives who attend differently, holistic midwives. The movement is still small, but growing. They assist about four deliveries a month and do not work in practices, usually they have their own office. They are also part of the system. Each visit lasts about an 1 hour to 2 hours, depends on the needs of each woman / couple. Some also do massage, work with energy and they want to know woman more deeply. Women who seek them generally are already looking for a differentiated service. They attend births alone, but they have monthly meetings with other midwives that work with the same philosophy and share about births, doubts, and it is a way to get support from one another.

Once they assist fewer births per month, they charge a little more for the births, so they can really devote to the family. I had the opportunity to go to a birth with Laura Van Deth, which is a holistic midwife and also went to few visits with her before and after birth.
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In one visit postpartum women had given birth to a beautiful baby almost 5 kilos! She was very happy and still ecstatic with the experience!
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Laura told me that once a father introduced her to someone else – “This is a midwife who charges for doing nothing!” Meaning that she leaves the woman actually do the process without interfering. She said the focus during the prenatal is to help the woman feel she is the main protagonist of birth process, that`s what real birth is about! If she feels the woman is putting too much weight on top of her, something like: – ‘You got to be my midwife, what would I do without you? ” Laura said that this is not a good sign, it means that women are placing all their trust in the midwife, the trust has to be on herself first of all. The midwife has to look at her Ego. If she likes this kind of comment is because the ego is too high and it’s time to put it down. She ensures that the space is secure and tamper so that women can go inside herself open up and give birth.
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When the baby is about to be born the midwife calls to the postpartum professional, which is a woman that goes through training to assist during the postpartum period. The focus is the mother and baby, but she also helps with the house (cleaning, food) if necessary.
After birth, when mother and baby are doing well the midwife goes away and this postpartum helper does visits during the first 8 days, and the midwife also does about 4 visits.

“O cuidado obstétrico holandês é único no mundo. Nosso país tem uma cultura totalmente diferente e sistema que permite que as parteiras holandesas a trabalhar de forma autônoma e isso não é porque nossas parteiras ou obstetras são muito diferentes de outros lugares, mas porque a nossa abordagem permite que as mulheres para obter o melhor dos dois mundos.” (Smulders, 1999)

Toda população tem plano de saúde, que é um valor bem baixo por mês, até alguns anos o sistema era totalmente público. A mulher quando descobre que está grávida começa a fazer o acompanhamento com uma parteira (vroedvrouw, ) ou com um médico de família, general pratictioner, chamado de GP. Eles acompanham todo pré-natal, se houver algum fator de risco a gestante é encaminhada ao médico obstetra e se ela volta a ser de baixo risco é volta aos cuidados em nível primário.

O sistema faz mais do que apenas controlar a competição por clientes entre parteiras, médicos de família e ginecologistas; também gera um grau de cooperação incomum entre parteiras e médicos. A lista de indicações obstétricas define o que “saudável”significa, distinguindo entre parto normal e de alto risco. (Robbie Davis-Floyd et al, 2009)

A maioria das parteiras atendem em grupos, onde juntam-se 3 a 5 parteiras e elas atendem em forma de plantão, atendendo de 30 a 40 partos por mês! Sendo que elas também fazem o pré natal e as visitas pós parto. As consultas pré-natais acontecem em cerca de 15 min, pois a demanda é grande. Elas também oferecem os grupos de gestantes onde há mais tempo para tirar as dúvidas da gestantes/casal e também uma oportunidade para conhecer outras gestantes. Nessas práticas a parteira que está de plantão atende os partos que acontecem durante seu plantão. Essa é uma dos motivos principais das parteiras se juntarem em práticas, assim também podem ter seus dias livres certos, sem ter que ficar 24hrs por dia disponíveis.

Vale lembrar que muitos desses partos acontecem em casa. 70% dos partos em casa são acompanhados por parteiras o restante geralmente pelo médico de família. O último senso de 2009 registra uma queda do parto domiciliar para menos de 25%, há um movimento grande para que o parto domiciliar não desapareça!

Fui visitar uma dessas práticas e uma casa de parto linda, fizemos uma entrevista com a parteira MaryElliz, muito amada, nos mostrou a casa de parto – Geboortecentrum Amsterdam – e conversou como funciona, como elas trabalham nas práticas e também sobre o sistema de parto holandes.
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Eu fiquei me questionando, como elas poderiam dar conta de todos esses partos? E ela me respondeu quando falou que o foco durante o pré natal e durante os grupos de gestante é fazer a mulher sentir-se empoderada, dona do próprio processo. Isso realmente faz sentido, de a mulher está se sentindo segura ficam tranqüilas em ficarem sozinhas em trabalho de parto em casa. Pois como a demanda é grande as parteiras chegam mais para o final do trabalho de parto. Se está muito no início elas vão embora e voltam algumas horas depois.
E para as mulheres que não sentem-se seguras de ficarem sozinhas elas montaram essa casa de parto, que é na frente da sua prática, então sempre tem alguém ao redor, mas a mulher tem pagar para poder parir ali, pois a companhia de seguro ainda não está cobrindo os custos dessa casa de parto.
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Existem algumas parteiras que assistem de forma diferente, as parteiras holísticas. O movimento ainda é pequeno, mas está crescendo. Elas atendem cerca de 4 partos por mês e não atuam em práticas, geralmente tem seu próprio consultório. Elas também fazem parte do sistema, mas atendem de forma individualizada. Cada consulta dura cerca de uma 1 hora a 2 horas, depende da necessidade de cada mulher/casal. As mulheres que as procuram geralmente já estão buscando um atendimento diferenciado. Elas atendem os partos sozinhas, pois o pagamento é feito or parto e se forem duas parteiras elas teriam que dividir o valor e seria muito pouco para cada uma. Como elas atendem menos partos por mês, elas combram um pequeno valor a mais dos casais, para que elas possam realmente se dedicar àquela família. Tive a oportunidade de participar de um parto com a Laura Van Deth, que é uma parteira holística e também participei de algumas visitas pré e pós parto.
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Em uma das visita pós parto a mulher tinha parido um bebê lindo de quase 5 quilos! Estava lá super feliz e ainda em êxtase com a experiência!
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A Laura me contou que uma vez um pai apresentou ela a outra pessoa –“Essa é parteira que cobra para fazer nada!” Querendo dizer que ela deixa a mulher realmente fazer o seu processo, sem interferir. Ela disse que o foco durante o pré natal é ajudar a mulher a sentir que ela é a principal protagonista do processo, o parto é dela! Se ela sente que a mulher está colocando muito peso em cima da parteira, alguma coisa do tipo – “Você que tem que ser minha parteira, o que eu vou fazer se você não estiver aqui”. Laura disse que esse não é um bom sinal, quer dizer que a mulher está depositando toda sua confiança na parteira, quanto a confiança deveria estar sendo depositada nela mesmo. A parteira tem que tirar esse EGO, se ela gosta desse tipo de comentário é porque o ego está muito lá em cima e está na hora de “baixar a bola”. Ela assegura que o espaço esteja seguro e sem interferências para que a mulher possa fazer seu processo, pois a mulher tem que ir lá dentro de si mesmo para conseguir parir e se abrir.
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Quando o bebê está para nascer a parteira liga para a profissional de pós parto, não tem uma tradução para essa profissão, pois nós não temos essa profissão, mas é uma mulher que passa por um treinamento para dar assistência durante o período pós parto. O foco é a mãe e o bebê, mas ela também ajuda com a casa (limpeza, comida) se houver necessidade.
Depois do parto, quando mãe e bebê estão bem a parteira vai embora e fica essa ajudante de pós parto que faz visitas diárias durante os primeiros 8 dias, e a parteira também faz cerca de 4 visitas.

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4 Resultados

  1. Geferson disse:

    O post ficou ótimo!
    Queria fazer algumas perguntas:
    Qual a porcentagem do total de partos é domiciliar?Em casa de parto? Em hospitais?
    Existe alguma explicação para essa redução dos partos domiciliares para menos de 25%?
    Boa viagem e ótimas escaladas!!
    Beijão!
    Geferson

    • Mayra disse:

      Oi! Que lbom que gostaste!!
      Vou postar essa semana alguns graficos interessantes mostrando algumas porcentagens.
      E logo estaremos lancando uma ferramenta onde voce pode ver os indices de cada pais, assim fia mais facil a comparacao!
      Grande beijo,
      Mayra

  2. Tainá disse:

    Compatilho do comentário do pai! Está lindo!
    Lembrei que em novembro do ano passado estávamos lá! Saudade da Holanda! E da Laura!!!
    Te amo mana!!
    Uma ótima jornada pra vocês!
    Beijão
    Tainá

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