The Basis of the Dutch Midwifery SystemA Base do Sistema Obstétrico Holandês

How did Dutch obstetrical system preserverd home births and midwifery profession when most of the countries went to the other direction?

Most of countries midwives ended up to be doctors assistant. Some of these countries midwives reorganized midwifery profession and it came back strong.

Netherlands benefited from the early arrival of municipally sponsored education and regulation. Dutch believed that if midwives had a proper traning and regulatory oversight, they could be important figures in securing safe childbirth and populational growth. 1

In 1463 the town of Leinden, Netherland, appointed a municipal midwive, who was given a small salary to care for the parturient woman. She was required to call a physician for help for complicated cases and train aspiring midwives. By the eigthteenth century most towns had appointed municipal midwives.The first national Law regulating midwifery was the 1818 Health Act that gave midwives clear and defined sphere of practice. 1

The first dutch school was stabilished in 1861, in Amsterdam. Today is a total of 4 traning schools. It is a total of 4 years of tranning in antenatal and postnatal care; management for normal delivery, physiological births at home and polyclinic; identification of high risk situations in antepartum, intrapartum and postpartum periods and scientific research. 1

The cultural foundations of dutch maternity care system rest in cultural ideas that are peculiar to Dutch: ideas about family, woman, home, bodies and efficacy of medical treatment, about thriftiness, heroes and solidarity. 1

Dutch are responsible for our current ideas of home as a place to retreat the nuclear family. They are the only ones that have a word for nuclear family, gezin. The effort in the early nineteenth century to stabilish maternity clinics was deemed by the city concil to be inappropriate the Idea of giving birth outside of the home was in opposition to the national character.They are also not quick to seek medical solutions to bodily problems, they have a low use of medications. 1

Dutch ideas about heroes also sleep into maternity care policies. They are disinclined to celebrate the heroic, we can note that by the absence of large monuments in theirs cities. Gynecology in the Netherlands reflects the Dutch tendency to down play the heroic. They are not inclined to do heroic interventions, fórceps, episiotomy, cesarian. 1

This is a typical aproach to birth (an interview made by De Vries)

De Vries: Why is the Dutch maternity system so different?
Gynecologist: I think maybe it has a lot with the history of our country. We always have been very individual, self assured, emancipaded people; a little bit mistrusting anyone… including doctors. I always say hospital are dangerous. And maybe it has to do with the character of the people, that the doctors think with a little bit of relativity about their own duties and possibilities. We are not so much heroes, we do our Best. That`s the difference. ( When you play the hero) you Don`t let (your patients) grow. (You should) Just play your role in a very simple way… You are there, like a Tiger seeping in the Sun. I sometimes say. With Just one eye open to do the correct thing in the rigth time. Just a moment, and then you sleep again. 1

This cultural disinclination toward obstetric heroism is susteined by a system that minimizes competition betwen gynecologists and midwives. In market systems, obstetrician/gynecologists have an incentive to sell their ”superiority” as the heroes of birth. 1

Like many other European nations, Dutch value solidarity, the responsability of all for each other. “If I demand a specialist care for my normal birth it will drive the cost of health care up and reduce acess for others”. 1

Reference:
1- DeVries, Raymond, Therese A. Wiegers, Beatrijs Smulders, and Edwin van Teijlingen. 2009. “The Dutch Obstetrical System: Vanguard of the Future in Maternity Care.” In Birth Models That Work, eds. Robbie Davis-Floyd, Lesley Barclay, Betty-Anne Daviss, and Jan Tritten. Berkeley: University of California Press, pp. 31-54.
Como será que o sistema obstétrico holandês conseguiu preservar a profissão de parteira e os partos domiciliares, quando a maioria dos países foram para um caminho contrário?

Na maioria dos países as parteiras acabaram como assistentes dos médicos, que assumiram o nascimento como um procedimento hospitalar.

A Holanda se beneficiou pela chegada antecipada da regulamentação da profissão e pela educação patrocinada pelo município. Os Holandeses acreditavam que as parteiras tinham um treinamento adequado e que poderiam ser figuras importantes para garantir um parto seguro.

Em 1463, a cidade de Leinden, na Holanda, nomeou uma parteira municipal, a quem foi pago um pequeno salário para cuidar das parturientes. Ela tinha que chamar um médico para ajudar nos casos complicados e treinar aspirantes a parteira. Por volta do século 18, a maioria das cidades tinha nomeado parteiras municipais. A primeira lei nacional que regulamenta a profissão de parteira foi o Ato pela Saúde (Health Act) de 1818, que proveu a elas uma esfera clara e definida de prática.

A primeira escola de parteiras na Holanda foi estabelecida em 1861, em Amsterdã. Hoje existem quatro escolas treinamento. Durante quatro anos, elas são treinadas para atender ao pré-natal e pós-natal; estudam os cuidados durante o parto normal e fisiológico, em casa e policlínica; aprendem a identificar situações de alto risco no pré-parto, parto e pós-parto e a elaborar pesquisas científicas.

As bases culturais do sistema holandês são: ideais sobre a mulher, família, casa, corpo, eficácia do tratamento médico, frugalidade, heróis e solidariedade.

Os holandeses são responsáveis por nossa ideia da casa como um lugar de moradia da família nuclear. Eles são os únicos que têm uma palavra para a família nuclear: gezin. O esforço no início do século XIX para estabelecer maternidades foi considerada inadequada pelo conselho e a ideia do parto fora de casa estava em oposição ao caráter nacional. Eles também não correm para buscar soluções médicas para os problemas de saúde e há um baixo índice de uso de medicamentos.

Suas idéias sobre heróis também se relacionam com o sistema obstétrico. Eles não estão inclinados a comemorar um ato heróico. Nota-se pela ausência de grandes monumentos pelo país. Os obstetras refletem a tendência de não “dar uma de herói” e não costumam fazer intervenções “heróicas” como fórceps, episiotomia, cesárea.

Esta é uma abordagem típica (entrevista feita por De Vries)

De Vries: Por que o sistema obstétrico holandês de é tão diferente?
Ginecologista: Eu acho que talvez esteja relacionado com a história do nosso país. Nós sempre fomos muito individualistas, seguros de si, pessoas emancipadas, um pouco desconfiados de qualquer um, incluindo os médicos. Eu sempre digo que hospitais são perigosos. Nós não somos heróis, mas fazemos o nosso melhor. Essa é a diferença. Quando você joga de herói, não deixa seus pacientes crescerem. Você deve fazer seu papel de forma muito simples … Você está lá, como um tigre descansando no sol. Eu às vezes digo: Apenas com um olho aberto para fazer a coisa certa no tempo certo. Apenas um momento e depois você dorme novamente.

Esta tendência cultural de não ir em direção ao heroísmo obstétrico é sustentado por um sistema que minimiza a concorrência entre obstetras e parteiras. Em sistemas de mercado, obstetras / ginecologistas têm um incentivo para vender sua “superioridade”, como os heróis do nascimento. Como em muitas outras nações europeias, o holandês valoriza a solidariedade, a responsabilidade de um com o outro. “Se eu exigir um tratamento especializado para o meu parto normal irá aumentar o custo do sistema de saúde e reduzir o acesso para os outros”

Referência:
1- DeVries, Raymond, Therese A. Wiegers, Beatrijs Smulders, and Edwin van Teijlingen. 2009. “The Dutch Obstetrical System: Vanguard of the Future in Maternity Care.” In Birth Models That Work, eds. Robbie Davis-Floyd, Lesley Barclay, Betty-Anne Daviss, and Jan Tritten. Berkeley: University of California Press, pp. 31-54.

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7 Resultados

  1. Otavio disse:

    Para um leigo, o texto é de fácil assimilação e convincente. Fica a indagação, porque a sabedoria holandesa não se irradiou pelo mundo?
    Parabéns pelo trabalho iniciado e augúrios de feliz caminhada pela frente.

  2. Otávio Ferrari Filho disse:

    Em princípio, cases de sucesso são imitados.
    Por que isso não aconteceu? Algumas hipóteses: falta de divulgação do sistema obstétrico holandês, processo educacional menos eficiente em outros países, a tradição não respeitada, corporativismo de determinadas categorias profissionais, etc.
    Acredito que o questionamento merece uma discussão mais ampla. Todos ganhariam com esse debate.

    • Mayra disse:

      Olá Otávio!
      Daria uma boa discussão mesmo…
      Mas nesse caso de sucesso, na época, era visto como retrocesso, a idéia era modernizar, industrializar, contruir hospitais…
      Fazer com que os parto acontecessem no hospital ao invés em casa com parteiras, corporativismo de determinadas categorias profissionais com certeza.
      Até hoje o nome parteira é percebido como antigo… muitas pessoas nem sabem que elas ainda existem! Eu vou colocar um post sobre a industrialização do parto para podermos
      entender um pouco melhor. Hoje o movimento é o contrário, alimentação orgânica, hábitos saudáveis, energia limpa, parto natural, parto em casa…

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