An overview of Birth in AustraliaUma visão geral sobre o Parto na Austrália

In Austrália most of the woman are cared by the main stream medical system. When they get pregnant have an appointment with a doctor that tells her the options she has for birth. Normally the choices she knows about is to go to the public hospital which is free, because there is an universal health care system called medicare or go to the private system (1).

MAMA - MELBOURNE

About 30% have their babies in private hospital and the other 70% at public hospitals. Public hospital sometimes have birth centers attached. And a very small porcentage of the births take place at home, about 0,2% (2).

The good thing about the private hospital is that the woman get to see the same obstetrician during pregnancy and he is normally there for the birth. In the public hospital women are going to be with strangers, unless it is a caseload model of care. (3). Like the example of St George’s hospital with birth at the Birth Center and at home as an option in the public system.

In the private hospitals the interventions rates tend to be higher. Birth Induction rate is very high. If its the first baby the birth is more likely to have the use forceps or vacum extractor, and a high rate of epidural. If the epidural is given early in labor, the mother is more likely to have a c-section. Women are not really aware of these things. As well preparing themselves they have to match the place that would match with their expectatives (3).

Most of the hospital encourage the mother to be with skin to skin contact. Some doctors and midwives will cut the cord soon and some won’t, it depends of the professional. That’s lot’s of posters encouraging mothers to donate the babies cord blood, but if it’s good for someone elses baby, why don’t give to your baby? (2)

I will talk a little about babies routines, because it was requested by one of the blog followers. They used to do baths after the baby was born, but nowadays not anymore, it’s well known how baby loses temperature. All the baby exams are done close from the mother. Vitamin K is given with the mothers consent. Few babies have their nose aspirated in contemporany practice, just if they can’t breath, but if he can breath it is much better if he can clear his airway by himself, that’s a big change from the past 20 years. No eyedrop is given. They offer Hep B vaccine, on the first days of life if they get permission, but most of mother give permission for everything they are told, very few people understand informed decision making (2).

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The mother can leave the hospital on the same day she gives birth if this is her wish, but she and her baby have to be in good conditions. The midwives from the hospital visits the mother and baby if they go home early, but if she stayed two days at the hospital, she might not receive visits as part of the health system (2).

One of the moms I interviewed, Cara, said with her first two babies she went to a private hospital, she didn’t know she could have other options. Her third baby she had at the public birth Center, because she were more informed about the other choices she could have for birth. She said: “My first two births were very desempowering because they were based on fear, there were people telling me what to do, that I should have an epidural to take the pain away… they took over my births. But with my third baby I felt so empowered, there were just my husband and the midwife, and nobody was telling me what to do and how to do. It was just the best experience of my life, I felt I could do anything after this. I really felt the women Power. And I think about this experience all the time, relating with other situations in my life. It’s not just the birth itself, it’s an experience for the rest of your life, it teaches so much about what you can achive (4).“

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Birth Rate: 12.33 births/1,000 population (2011 est.)
Neonatal Mortality: 2,9 / 1.000 live births (2009)
Infant Mortality: 4.61 deaths/1,000 live births
Maternal Mortality – 8 deaths/100,000 live births (2008)
C-Section: 30.3 % (2008)

In the next post you will read about the situation of home birth and other great iniciatives in Australia!

Reference:
1- Buckley, Sarah. Calvette, Mayra. Entrevista para Parto pelo Mundo. Melbourne, Australia. December, 2011.
2- Jonhson, Joy. Calvette, Mayra. Entrevista para Parto pelo Mundo. Melbourne, Australia. December, 2011.
3- Dempsey, Rhea. Calvette, Mayra. Entrevista para Parto pelo Mundo. Melbourne, Australia. December, 2011.
4- Asherovitch, Cara. Calvette, Mayra. Entrevista para Parto pelo Mundo. Melbourne, Australia. December, 2011.
Na Austrália a maioria das mulheres são atendidas pelo modelo assitencial medicalizado de atenção ao parto.
Geralmente quando a mulher fica grávida ela marca uma consulta com o médico, que diz as opções que ela tem para seu parto. Ela pode escolher entre ir para o hospital público, que é gratuito e coberto pelo sistema de saúde universal chamado Medicare, ou ir para o sistema privado de saúde, caso ela tenha plano de saúde ou condições financeiras de pagar (1).

Cerca de 30% das mulheres têm seus bebês em hospital privado e os outros 70% em hospitais públicos. Alguns hospitais públicos têm Centros de Parto Normal (CPN) anexo ao hospital. Uma porcentagem muito pequena dos nascimentos ocorrem em casa, cerca de 0,2%(2).

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O aspecto positivo do hospital privado é que a mulher faz o pré-natal com o mesmo médico e ele normalmente a atende lá na hora do nascimento. No hospital público as mulheres são atendidas por profissionais que ela não conhece, a menos que seja um modelo de cuidado continuado (3) como o exemplo do hospital St George – tema de um artigo já publicado aqui-, que oferece o parto no Centro de Parto Normal e o parto em casa como opções dentro do sistema público.

Nos hospitais privados as taxas Intervenção tendem a ser maiores. A taxa de indução do parto é bem alta. Se fpr o primeiro parto há mais chances do uso de fórceps ou vácuo extrator e a taxa de analgesia epidural é grande. Se a analgesia é administrada logo no início do trabalho, é mais provável que o parto acabe cesariana. As mulheres não estão realmente cientes destas coisas. Assim como se preparar para o parto, o local do parto deve coincidir com suas expectativas (3).

O contato pele a pele entre mãe e bebê é incentivado logo após o nascimento. Alguns médicos e parteiras cortam o cordão umbilical logo após o nascimento e outros não, depende muito do profissional. Há muitos cartazes encorajando a mãe a doar o sangue de cordão umbilical. Mas se é bom para outros bebês, por que não dar a seu próprio bebê? (2)

Vou falar um pouco sobre as rotinas de cuidado aos bebês, que foi solicitado por um dos seguidores do blog. Se costumava dar banho logo que o bebê nascia, mas hoje em dia não é comum, pois sabe-se que o bebê perde muito calor. Todos os exames são feitos com bebê perto da mãe, como pesar, medir, examinar. A injeção de vitamina K é dada com o consentimento das mães. Poucos são os bebês que tem suas narinas aspiradas na prática contemporânea, apenas se eles não conseguem respirar, mas se ele pode respirar é muito melhor que ele limpe suas vias aéreas por si mesmo. Essa é uma grande mudança dos últimos 20 anos. Não é rotina colocar colírio nos olhos dos bebês ( é rotina no Brasil o uso de colírio geralmente de nitrato de prata ou eritromicina). Eles oferecem vacina contra a Hepatite B nos primeiros dias de vida se obter a permissão, mas a maioria das mãe dar permissão para tudo que é dito, poucas que entendem realmente o direito de escolha e decisão informada (2).

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Apesar de incomum a mãe pode ir embora do hospital no mesmo dia em que ela dá à luz, se este for seu desejo, mas ela e seu bebê tem que estar em boas condições. As parteiras do hospital fazem visitas domiciliares para mãe e bebê se eles vão para casa mais cedo, mas se ela ficou dois dias no hospital, talvez ela não receba visitas por parte do sistema de saúde(2).

Uma das mães que eu entrevistei, Cara Asherovitch, teve seus dois primeiros bebês em um hospital particular, sem saber que havia outras opções. Seu terceiro bebê ela teve no CPN, público, pois ela já estava ciente das opções que ela poderia ter para o nascimento. Ela disse: “Meus dois primeiros partos foram muito desempoderadores porque foram baseados no medo, havia pessoas me dizendo o que fazer, incentivando que eu tivesse uma epidural para tirar a dor, eles tiraram o parto de mim! Mas com o meu terceiro bebê eu me senti tão empoderada, estava apenas o meu marido e a parteira, e ninguém estava me dizendo o que fazer e como fazer. Foi a melhor experiência da minha vida, senti que podia fazer qualquer coisa depois disso. Eu realmente senti o poder feminino. E eu penso nesse momento o tempo todo, relacionando com outras situações na minha vida. Não é apenas o nascimento em si, é uma experiência para o resto da vida, ensina muito sobre o que você pode alcançar(4).”

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Taxa de Natalidade: 12.33 births/1,000 population (2011 est.)
Mortalidade Neonatal: 2,9 / 1.000 live births (2009)
Mortalidade Infantil: 4.61 deaths/1,000 live births
Mortalidade Materna – 8 deaths/100,000 live births (2008)
C-Section: 30.3 % (2008)

Interessante conhecer um pouco mais sobre o modelo de parto na Austrália. Parecido com o Brasil em alguns aspectos.
No próximo post você vai ler sobre o parto domiciliar e outras iniciativas na Austrália , fique ligado!

Referências:
1- Buckley, Sarah. Calvette, Mayra. Interview to Birth Around the World. Melbourne, Australia. December, 2011.
2- Jonhson, Joy. Calvette, Mayra. Interview to Birth Around the World. Melbourne, Australia. December, 2011.
3- Dempsey, Rhea. Calvette, Mayra. Interview to Birth Around the World. Melbourne, Australia. December, 2011.
4- Asherovitch, Cara. Calvette, Mayra. Interview to Birth Around the World. Melbourne, Australia. December, 2011.

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2 Resultados

  1. Cara disse:

    Hi mayra,
    How is the project going? Where are you now? It looks so interesting!
    All the best,
    Cara (Melbourne Australia)

    • Mayra disse:

      Hello dear Cara! The project is going great 😉 Learning so much! I am now in NZ…
      Thanks for your participation on it!
      Love,
      Mayra

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