A issue about maternal mortality, not just about home birthUma discussão sobre mortalidade materna, não apenas sobre parto domiciliar.

The news of the death of Caroline Lovell, 36, traveled the world in minutes. A Maternal death is always shocking. Lovell was a woman, mother, wife, friend and homebirth activist. She had her first baby at home and became a strong home birth activist. Tragically after the home birth of her second daughter, Zahra, Lovell was transported to the Austin Hospital in Melbourne, Australia and died one day after.

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Mrs Lovell had made a submission to the Inquiry into Health Legislation Amendment (Midwives and Nurse Practitioners), arguing that midwives who performed home births should receive more funding and be legally protected, as they were in other countries.
“Medicare funding for midwifery care is long overdue. It is not acceptable however to exclude homebirth from this funding and indemnity arrangement,” she wrote.
“On a personal note, I am quite shocked and ashamed that homebirth will no longer be a woman’s free choice in low-risk pregnancies.
“I urge you to make some way that homebirths may go ahead past July 2010. Please find a solution for women and babies who homebirth after this date as their lives will be in threat without proper midwifery assistance. And as a homebirthing mother I will have no choice but to have an unassisted birth at home as this is the place I want to birth my children.” (1)

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About 200 women planned a home birth using a private midwife in Victoria each year. That represented 0.22 per cent of births in Victoria.
Her death is still being speculated but the media would not miss the opportunity to speak out against home birth, not even knowing what was the real cause of this maternal death.

Why would a death in Australia become an international news so fast if many maternal happen everyday? More than 350,000 maternal deaths occur every year Globaly, of which 90% are preventable (2).

Nobody knows the exact cause of death of Lovell, may even be a non preventable cause and that she would have died even if she was at the hospital. Maternal deaths occur in hospital more than there is on the news.

For example a mother of 19 years, Jessica Rita Spina, died in hospital after a caesarean section in Italy. Jessica suffered a seizure and was transferred to ICU where she died. The baby is doing well, but without a mother. In the same hospital, 65% women undergoing cesarean section. Moreover, the action usually occurs in small private establishments accredited, almost always in the morning on a weekday. This choice is motivated by the possibility to obtain financial reimbursement for care and not the health of patients (3).

RAGAZZA DI 19 ANNI MUORE DOPO PARTO CESAREO A CROTONE

The brasilian obstetrician Roxana Knobel, based on the data of public hospitals, wrote:
“In Brazil From September 2010 to September 2011, there were 683,217 cesarean sections (not classified as high risk) by the SUS in Brazil. Of these admissions, 100 women died. Covering a mortality rate of 0.014%. I have not read any news in any newspaper about these women. In the same period and also in the SUS (only because there are no data available for this period of private care) were normal 1,250,158 births, and 83 women died (mortality rate of 0.006%). Amazingly, I have not heard any comment about these deaths here or in the lay press, nor received any e-mail about them. Indeed, the death of a woman during childbirth is an event which is a reflection and caution. ”

One of the midwives I met while I was in Melbourne, Joy Johnston, who is a homebirth midwife for over 15 years wrote at the blog of the independent midwives in Victoria:

“The opportunity for sensational headlines was not lost. ‘Home birth death’ filled half the front page of the Herald Sun today.
Victoria’s Health Services Commissioner Beth Wilson is reported as having said she had “long held concerns about home births when medical back up may not be immediately available.” Perhaps Ms Wilson is unaware of the usual practice of homebirth midwives to arrange transport to hospital, and collaboration with specialist medical services when complications are detected. One would wonder if there are also “long held concerns” about the many smaller public hospitals and private hospitals that do not have medical personnel on site 24/7. Surely no-one imagines that all pregnant women should be herded into large baby-factory hospitals that process births like cars off a production line? One would wonder if the thankfully infrequent examples of sudden and unexpected death of a previously well mother who gives birth spontaneously in large tertiary level hospitals also lead to knee-jerk reactions and pronouncements before all the facts of the case have been considered.Birth has never been safer, for mother or baby, than it is in this country today. As rates of caseareans increase, and rates of complications related to placental implantation increase, new life-threatening risks will arise for those women. The midwife’s challenge, to work in harmony with natural physiological processes, is as real and as important today as it has ever been.” (4)

Joy also said for the media: “Home-births were a ‘‘very, very safe option’’ in developed countries where midwifery and maternity services were well developed. The safety might quickly change if people were not being attended by professional midwives or if those midwives didn’t have the option of taking women to hospital if something develops, if some sort of complication arises.’’ (1)

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Resources:
1- http://www.theage.com.au/victoria/homebirth-mums-tragic-end-20120131-1qqbr.html#ixzz1lHz2rk6B
2 -WHO. Fact Sheet. UNITED NATIONS SUMMIT High-level Plenary Meeting of the General Assembly. 20-22 September 2010, New York)
3- http://www.tgcom24.mediaset.it/cronaca/calabria/articoli/1034547/crotone-19enne-muore-dopo-parto-cesareo-denuncia-dei-familiari-tensione-allospedale.shtml
4 -http://midwivesvictoria.blogspot.com.au/

A morte de uma mulher durante o parto é sempre muito triste.

A notícia do falecimento de Caroline Lovell, 36 anos, correu o mundo em apenas alguns minutos. Lovell era mulher, mãe, esposa, amiga e ativista do parto domiciliar. Teve seu primeiro bebê em casa e a fez ser uma grande ativista do parto domiciliar. Lovell teve o parto de sua segunda filha, Zahra, em casa e foi transportada para o hospital Austin em Melbourne, na Austrália, foi para UTI e faleceu um dia depois.

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Lovell tinha havia escrito para o inquérito sobre a nova Legislação em Saúde, argumentando que as parteiras que realizavam partos domiciliares devem receber mais verbas e ser legalmente protegidos, como acontece em outros países. (1)
” O financiamento dos cuidados das parteiras (midwife) pelo Medicare (como o SUS no Brasil) é muito atrasada. Não é aceitável, no entanto, excluir o parto em casa deste financiamento e de ter indenização”, escreveu ela.
“Eu estou muito chocada e envergonhada que o parto domiciliar não será mais de livre escolha de uma mulher em gestações de baixo risco.”
“Peço que vocês façam alguma coisa para que partos domiciliares possam ir em frente após Julho de 2010. Por favor, encontrem uma solução para as mulheres e os bebês que tenham o parto em casa após esta data, pois suas vidas estarão em perigo sem a assistência adequada de parteiras. E como uma mãe que já pariu em casa, não terei nenhuma escolha a não ser ter um parto sem assistência em casa, pois este é o lugar que eu quero parir meus filhos. ” (1)

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A cada ano cerca de 200 mulheres têm um parto domiciliar planejado com uma parteira profissional privada em Victoria , Austrália. Isso representa 0,22 por cento dos nascimentos em Victoria. Sua morte ainda está sendo especulada e veio a tona a questão da segurança do parto domiciliar. A mídia não iria perder a oportunidade para falar contra o parto domiciliar.

Mas por que será que uma morte na Austrália vira notícia internacional tão rápido enquanto tantas mortes maternas continuam a acontecer? Mais de 350.000 mortes maternas ocorrem todo ano a nível gobal, sendo que 90% delas são preveníveis (2).

Ninguém sabe a causa exata da morte de Lovell, que pode ser uma das causas não preveníveis e que ela teria falecido mesmo se estivesse no hospital. Mortes maternas acontecem no hospital muito mais do que temos notícia.

Por exemplo há alguns dias uma mãe de 19 anos, Jessica Rita Spina, morreu no hospital após uma cesariana na itália. Jessica sofreu um mal súbito e foi transferida para a UTI, onde morreu. O bebê passa bem, mas sem mãe. Nesse mesmo hospital 65% das mulheres são submetidas a cesariana. Além disso, a ação ocorre geralmente em pequenos estabelecimentos privados credenciados, quase sempre na parte da manhã, num dia de semana. Esta escolha parece motivada pela possibilidade para obter o reembolso financeiro para atendimento e não apenas a saúde dos pacientes (3).

RAGAZZA DI 19 ANNI MUORE DOPO PARTO CESAREO A CROTONE

A médica obstetra Roxana Knobel, com base nos dados do DataSus, escreveu:
“No Brasil De setembro de 2010 a setembro de 2011, foram realizadas 683217 cesarianas (não classificadas como alto risco) no Brasil pelo SUS. Dessas internações, 100 mulheres morreram. Correspondendo a uma taxa de mortalidade de 0,014%.Eu não li nenhuma notícia em nenhum jornal sobre essas mulheres. No mesmo período e também no SUS (só porque não existem dados disponíveis desse período dos atendimentos privados) ocorreram 1250158 partos normais, e morreram 83 mulheres ( taxa de mortalidade de 0,006%). Por incrível que pareça, não ouvi nenhum comentário sobre essas mortes nem aqui, nem na imprensa leiga, nem recebi nenhum e-mail sobre elas. Realmente, a morte de uma mulher durante o parto é um evento que serve para reflexão e cuidado. Devemos mesmo avaliar o perigo e a segurança de cada procedimento e de cada opção.”

Uma das parteiras que eu conheci quando eu estava em Melbourne, Joy Johnston, que é uma parteira domiciliar por mais de 15 anos escreveu no blog das parteiras independentes em Victoria:

“A oportunidade para manchetes sensacionalistas não foi perdida. Morte em parto domiciliar encheu meia página da frente do Herald Sun de hoje.A Comissário de Serviços em Saúde de Victoria, Beth Wilson, relatou que ela tinha “preocupação de partos em casa quando o backup médico não está disponível imediatamente.” Talvez a Sra. Wilson não tenha conhecimento da prática usual de parteiras domiciliares na Australia em providenciar o transporte para o hospital, e colaboração com os serviços médicos especializados quando as complicações são detectadas em casa. Alguém poderia se perguntar se há também preocupação a respeito dos muitos pequenos hospitais públicos e hospitais privados que não têm equipe médica no local 24hrs por dia.
Alguém poderia se perguntar se os exemplos, felizmente pouco frequentes de morte súbita e inesperada de uma mãe bem anteriormente que dá à luz espontaneamente em grandes hospitais também levar a reações e pronunciamentos antes de todos os fatos do caso terem sido considerados. Parto nunca foi tão seguro, para a mãe ou o bebê, como é neste país hoje. Como as taxas de cesareanas aumentam, e as taxas de complicações relacionadas com a implantação inadequada da placenta aumentam, assim como o risco de vida para as mulheres e bebês. O desafio da parteira em trabalhar em harmonia com o processos fisiológicos do nascimento, é tão real e tão importante hoje e como sempre foi (4). ”

Joy também disse para a mídia: “Parto domiciliar é uma opção muito, muito segura em países desenvolvidos. A segurança pode mudar rapidamente se a gestante não está sendo atendida por parteiras profissionais ou se essas parteiras não têm a opção de levar as mulheres para o hospital se algum tipo de complicação surge (1).”

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Resources:
1- http://www.theage.com.au/victoria/homebirth-mums-tragic-end-20120131-1qqbr.html#ixzz1lHz2rk6B
2 -WHO. Fact Sheet. UNITED NATIONS SUMMIT High-level Plenary Meeting of the General Assembly. 20-22 September 2010, New York)
3- http://www.tgcom24.mediaset.it/cronaca/calabria/articoli/1034547/crotone-19enne-muore-dopo-parto-cesareo-denuncia-dei-familiari-tensione-allospedale.shtml
4 -http://midwivesvictoria.blogspot.com.au/

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