Home Birth in AustraliaParto Domiciliar na Austrália

While in Australia I did some very interesting and inspiring interview with midwives, doctors and moms that experienced home birth in Australia and I will share with you about it!

With Sarah Buckley – General Practitioner, writter.
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with Jan Ireland – Home birth Midwife, MAMA founderJan Ireland
With Joy Johnston – Home birth MidwifeDSC00561
Lunch with wonderful people, birth activists in Australia!Melbourne

More and more families are choosing to have a home birth in Australia, with a 33 per cent increase between 2004 and 2009. In the US, they’ve just recorded the highest rate of home births ever, with a 30 per cent rise in home births in the same period. The maternal mortality rate in Australia is one of the lowest in the world at 8.4 in every 100,000 women. The latest statistics, from 2003-05, show only 65 maternal deaths occurred in Australia. None of these were related to home births. Home births have consistently been proved to be safe(1).

Mostly home births are a private practice and cared by midwives. A midwife attending homebirths can choose to become an eligible midwife to get Medicare benefits for antenatal and postnatal care, but the birth at home is not included, so woman still have to pay private. It is becoming more common hospitals with a birth Center attached that offer caseload model of care and home birth as an option in the Medicare (public system). Midwives in idependent practices are registered and qualified midwives. They do all prenatal care, birth and post partum.

In some aspects home birth situation have improved and others stepped back. The transference from home to the hospital is an example of improvement. One of the midwives said that 30 years ago home birth was less accepted then it is nowadays. It was very stressful to transfer a woman to the hospital, for the midwife and for the women. They treated the women not so good (2).

Nowadays there is always an arrangement with the public hospital closest to the woman’s house as a backup. This way woman’s information are at the hospital system in case of a transference is needed. Midwives can go in with the women and partner and stay with her until the end of the process, but not as the main care giver (3).

In the other hand home birth has become difficult politically in the last few years. It’s a complex situation that are to do with political power and also to do with change in registration and insurance for home birth. What is good is that there is a commitment to expand midwifery care as an option for women. The federal government has tried to make some changes but they haven’t succeed. The reason for that is because of the power of the medical lobby that blocked the access to home birth to increase. It have affected the birth choices that women have (4).

Midwives have insurance for antenatal care and postnatal care, but not for birth. There isn’t’t any insurance company that wants to provide a insurance for home birth midwives and this has been a great issue. Midwives from Australia are allowed to practice without insurance until July 2013, and nobody knows what is going to happen from this time on. The other problem is the overly restrictive legislation (3).

The number of private midwives attending home births in Australia has dropped from 200 midwives in 2009 to only 90 midwives in 2011. Some women are having to birth at home unattended, some have to go to the hospital wanting a home birth, they don’t find a independent midwife easily. Regional and rural areas have been significantly impacted (1)

“In the last two years, the impacts of the maternity reforms has lead to a deterioration in options for women, greater risk for women and babies and a move from quality primary care to expensive secondary care”, Homebirth Australia spokesperson Michelle Meares said (1).

Federal Health Minister Nicola Roxon said two years ago that it ‘would not be a good outcome’ if home birth was driven underground due to the reforms being implemented by the Government. Women have the right to do an informed choice to have a midwife attended home birth (1)

There is a strong birth activism in Australia. Most of the activists had their baby at home. It really makes sense because when you have a baby born naturally and you get out of the experience feeling empowered makes you passionate about birth and you want more women to have this experience. So this empowered women get involved with the government to change the system so more people can have this experience. It’s ironic that in the end government haven’t support home birth when home birth has been the most powerful movement to change the maternity system to all women (4).

We are in a very interesting moment in the history of birth. It’s polarized in both directions. There is more women wanting natural birth. More women are having home birth where is available and also more women are having birth by themselves. In the other hand the rates of intervention, c-section continue to increase. In our westernized culture, the Power of the feminine is increasing. It is a movement that will not stop, we can’t go back. Women are taking their Power back and having their babies ecstatically! (4)

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1- Available at < http://www.homebirthaustralia.org/> acess on january 2012.
2- Christine. Calvette, Mayra. Entrevista para Parto pelo Mundo. Melbourne, Australia. December, 2011.
3- Jonhson, Joy. Calvette, Mayra. Entrevista para Parto pelo Mundo. Melbourne, Australia. December, 2011.
4- Buckley, Sarah. Calvette, Mayra. Entrevista para Parto pelo Mundo. Melbourne, Australia. December, 2011.
Mesmo antes de ir para Austrália havia escutado que a situação do parto em casa por lá estava ficando mais difícil. Para entender melhor pesquisei e entrevistei algumas obstetrizes, uma médica e mães. Compartilho com vocês nesse artigo um pouco do que eu descobri!

Com Sarah Buckley , médica de família, escritora.
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Com Jan Ireland – Parteira Profissional, fundadora do MAMAJan Ireland
Jane Macmurtrie – Parteira Profissional na Casa de Parto no St George’s HospitalDSC00583
Com Joy Johnston, Parteira Profissional de Parto domciliarDSC00561

Em sua maioria partos domiciliares são uma prática privada e com a assistência de parteiras profissionais – Midwife (obstetriz ou enfermeira obstetra). As parteiras profissionais podem optar por se tornar elegíveis para obter benefícios do Medicare (sistema público) para cuidados pré-natais e pós parto, sendo que o parto em casa não está incluído. É cada vez mais comum os hospitais terem um Centro de Parto Normal em anexo, com um modelo de cuidado continuado e parto domiciliar como uma opção no Medicare. Parteiras profissionais em práticas independentes são registradas e qualificadas (estudam para ser obstetrizes em um curso de 4 anos ou são enfermeiras obstetras). Elas fazem todo cuidado pré-natal, parto e pós-parto.

Em alguns aspectos a situação do parto em casa melhorou e em outros piorou. A transferência de casa para o hospital é um exemplo de melhoria. Uma das parteiras profissionais disse que há 30 anos o parto em casa era menos aceito em comparação com hoje. Era muito estressante transferir uma mulher para o hospital, tanto para a parteira quanto para a mulher. Não havia uma boa aceitação como hoje (1).

Hoje em dia há sempre um acordo com o hospital público mais próximo da casa da gestante como um backup. Dessa forma as informações da gestante já estão no sistema do hospital em caso de uma transferência de casa para o hospital. As parteirass podem entrar com as mulheres e parceiro, ficando com ela até o fim do processo, mas não mais como a principal cuidadora(2).

Por outro lado o parto em casa tornou-se politicamente difícil nos últimos anos. É uma situação complexa, que tem a ver com poder político e também a ver com a mudança no registro e proteção legal para o parto domiciliar. O que é bom é que há uma vontade de expandir cuidado das parteiras como uma opção para as mulheres. O governo federal tentou fazer algumas mudanças, mas sem sucesso. O poder do conselho médico é muito forte e eles não têm interesse em aumentar o acesso ao parto domiciliar. Isso diminui as escolhas da forma de parir por parte das mulheres (3).

As parteiras profissionais têm seguro para o cuidado pré-natal e cuidados pós-parto, mas não para o parto. Não há nenhuma companhia de seguros que quer oferecer um seguro para o parto em casa e isso tem sido um grande problema. Parteiras profissionais da Austrália estão sendo permitidas legalmente de assistir o parto em casa sem seguro até Julho de 2013 e ninguém sabe o que vai acontecer após deste momento (pois estão sem seguro profissional em caso de alguém entrar com processo contra o profissional, que é obrigado na Australia, mas abriu-se uma excessão para o parto domiciliar até decidir o que será feito) (2).

O número de parteiras independentes que assistem ao parto domiciliar na Austrália caiu de 200 em 2009 para apenas 90 em 2011. Algumas mulheres estão tendo bebê em casa de forma autônoma, algumas têm que ir ao hospital mesmo querendo um parto domiciliar, sem conseguir encontrar uma parteira independente. As áreas rurais foram significativamente impactadas (4)

Nos últimos dois anos, os impactos das reformas na maternidade levou a uma deterioração em opções para as mulheres, maior risco para mulheres e bebês e uma mudança do cuidado primário de qualidade para a atenção secundária com muito mais custos (4).

A Ministra Federal de Saúde Federal, Nicola Roxon, disse há dois anos que “não teria um bom resultado”, se o parto em casa fosse levado para baixo dos panos devido às reformas a serem implementadas pelo Governo australiano. As mulheres têm o direito de fazer uma escolha informada, tendo a opção de ter uma obstetriz assistindo seu parto domiciliar (4)

Há uma forte ativismo em relação ao nascimento na Austrália. A maioria dos ativistas teve seu bebê em casa. Isso realmente faz sentido, porque quando você tem um bebê nascido de forma natural e você sai da experiência empoderada, faz com que a mulher fique apaixonada pelo nascimento, desejando que mais mulheres tenham essa experiência. Portanto, estas mulheres empoderadas se envolvem com o governo para ajudar a mudar o sistema para que mais pessoas possam ter essa experiência positiva (3).

Estamos em um momento muito interessante na história do nascimento. Esta polorizado em ambas direções. Há mais mulheres querendo o nascimento natural. Mais mulheres estão tendo parto em casa, onde está disponível e também mais mulheres estão tendo parto desassistido. Por outro lado as taxas de intervenção e cesarianas continuam a aumentar (3).

Em nossa cultura ocidental, o poder do feminino está aumentando. É um movimento que não vai parar de crescer, não podemos voltar atrás. O sistema medicalizado está reagindo a isso, por causa de sua influência no nascimento durante todos estes anos. As mulheres estão retomando seu poder de parir e tendo seus bebês em êxtase (3).

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1- Christine. Calvette, Mayra. Entrevista para Parto pelo Mundo. Melbourne, Australia. December, 2011.
2- Jonhson, Joy. Calvette, Mayra. Entrevista para Parto pelo Mundo. Melbourne, Australia. December, 2011.
3- Buckley, Sarah. Calvette, Mayra. Entrevista para Parto pelo Mundo. Melbourne, Australia. December, 2011.
4- Disponível em: acesso em janeiro de 2012

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2 Resultados

  1. Sarah Buckley disse:

    Hi lovely Mayra
    Gorgeous to see you in Honolulu and thanks for your great work, just read your travels in Asia! I really appreciate the way you quickly get to know the culture and practices. thanks for asking about placentas too!!
    The midwife your interviewed with us in Melbourne is Christine Shanahan
    BTW I found the film footage from Melbourne! Thank you!!

    Lots of love
    Sarah

    • Mayra disse:

      Hello Dear Sarah! It was wonderful to see you again in Honolulu too… that such a wonderful place Hawaii! I have so much to share, you have no idea! Now I am working on it so I can share the message from people all over 😉
      Wish all the best for you and your family!
      Love,
      Mayra

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