Home Birth MarchMarcha do Parto em Casa

First published at Gisele’s Blog, written by Mayra Calvette

Gisele Bündchen e Mayra Calvette

June was historic for the Humanization of Childbirth in Brazil.

One of the most popular TV program from Brazil, Fantástico, had a report about home birth on the 10th June. It showed a beautiful home birth video, with a midwife, two doulas and a neonatologist accompaniment.

The obstetrician Dr. Jorge Kuhn, spoke respectfully in favor of home birth as an option for low risk pregnancies. On the following Monday, the Regional Medicine Council of Rio de Janeiro – CREMERJ – opened a complaint against the doctor.

The movement for birth humanization in Brazil has grown in geometric progression. Every day many adherents. Every day more women empowered and sharing their experience. The complaint of this doctor, an advocate for a gentle birth, was the push for a great movement. The news quickly spread throughout Brazil, mainly through social networks.

Within a week thousands of people were organized in several cities of Brazil, to make the first Home Birth March. At the end of next week, June 16 and 17, around 5000 people in over 30 cities in Brazil were part of this revolution. Only in Sao Paulo were in 1500 women, parents, children and professionals marching for the rights of choice and freedom!

I shivered to see the strength of the movement and how quickly it spread. This is the advantage of being connected by an ideal and with the help of social media.

This march was similar with what happened in some other countries, 30 years ago in England and 20 years ago in New Zealand. Now it’s Brazil’s time!

Gisele Bündchen e Mayra Calvette

This was a march for the freedom of choice and respect for women and babies during birth. Women have the right to choose how and where they want to give birth, with correct information, respect and appropriate orientations. A march for women who have low-risk pregnancies and want home birth are not seen as inconsequential and people who put their lives and their babies lives at risk. For doctors, nurses, obstetricians, midwives and doulas who support these women not to be seen and treated as outcasts.

The safety of home birth should no longer be under discussion, since many studies show it’s safe for low risk pregnancies, accompanied by qualified professional and a referral hospital. No wonder that in some developed countries this is an option that is part of the health system.

We want to clarify that we don’t want to convince anybody to have a homebirth, we want to show one more option. If you have any kind of fear, of uncertainty, if you have any disease, if your prenatal indicate any problem – the best place to have your baby is at the hospital.

We are not protesting against the hospital birth. We are protesting against the violence during childbirth, whether emotional or physical. A study in Brazil showed that 25% of Brazilian women suffer some kind of violence during childbirth. We want women to be respected, to receive a loving care wherever they choose to have their baby – at home, in the hospital or birth center.

Respect for Birth is respect for woman and baby!

May we one day ensure that all women have the rights for a gentle, respectful and private birth, without suffering and no damage to their body and their baby, wherever they wish to birth them.

“Never doubt that a small group of aware and engaged people can change the world.” Margaret Mead

Special Video from the Home Birth March
[tubepress video=’y2jh6CHWuAY’ theme=’youtube’ descriptionLimit=’0′]Publicado primeiramente no Blog da Gisele Bündchen, escrito por Mayra Calvette.

Gisele Bündchen e Mayra Calvette

Junho foi um mês histórico para a Humanização do Parto no Brasil. O programa dominical de televisão “Fantástico” mostrou uma reportagem sobre a polêmica do parto em casa no dia 10 de junho. Apareceu o vídeo belíssimo de um parto em casa com o acompanhamento de uma obstetriz, duas doulas e neonatologista.

O médico obstetra Dr. Jorge Kuhn apareceu na reportagem falando respeitosamente a favor do parto domiciliar para gestações de baixo risco. Na segunda-feira seguinte, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ), informou que enviaria uma denúncia contra o medico no CRM de São Paulo.

O movimento pela humanização do parto no Brasil tem crescido em progressão geométrica. Cada dia mais adeptos. Cada dia mais mulheres empoderadas e que compartilham suas experiências positivas de parto. A denúncia deste médico, defensor do parto humanizado, foi o impulso para que um grande movimento acontecesse. A notícia rapidamente se espalhou pelo Brasil afora através, principalmente, nas redes sociais.

Em uma semana, milhares de pessoas se organizaram em diversas cidades do Brasil, para fazer a primeira Marcha do Parto em Casa. Sim, uma semana! No final de semana seguinte, dias 16 e 17 de junho, cerca de 5000 pessoas em mais de 30 cidades, se reuniram para fazer parte dessa revolução. Só em São Paulo foram 1500 mulheres, pais, crianças e profissionais marchando pelo direito à escolha e à liberdade!

Arrepiei-me ao ver a força do movimento e a rapidez com que se espalhou. Essa é a vantagem de estarmos todos conectados por um ideal, com a ajuda das redes sociais.

Esse tipo de protesto também aconteceu em alguns outros países e foi possível a mudança de paradigma, há 30 anos. Inglaterra e Nova Zelândia são exemplos. Agora chegou a hora do Brasil!

Gisele Bündchen e Mayra Calvette

Essa foi uma marcha pela liberdade de escolha e pelo respeito à mulher e ao bebê durante o parto. As mulheres têm o direito de escolher como e onde querem parir, com informações corretas, respeito e orientações adequadas. Foi uma marcha para que as mulheres que têm gestações de baixo risco e desejam o parto domiciliar não sejam vistas como pessoas inconsequentes e que colocam a sua vida e de seus filhos em risco. Para que os médicos, enfermeiras, obstetras, obstetrizes e doulas que apoiam essas mulheres não sejam vistos e tratados como párias.

A segurança do parto domiciliar não deveria mais estar em discussão, uma vez que as pesquisas comprovam sua segurança para mulheres com gestação de baixo risco, acompanhadas por profissionais qualificados e com um hospital de referência. Em alguns países desenvolvidos essa é uma opção que faz parte do sistema de saúde.

Devemos esclarecer que não queremos convencer ninguém a fazer parto domiciliar, queremos mostrar que há mais uma opção. Se você tem algum tipo de dúvida, de medo, de incerteza; se você tem qualquer doença, se seu pré natal aponta qualquer problema – o melhor lugar para ter seu bebê é no hospital.

Não estamos protestando contra o parto hospitalar. Estamos protestando contra a violência durante o parto, seja ela emocional ou física. Uma pesquisa no Brasil mostrou que 25% das mulheres sofrem algum tipo de violência durante o parto. Queremos que as mulheres sejam respeitadas, que recebam um cuidado mais amoroso onde quer que ela escolha ter seu bebê – em casa, no hospital ou em casa de parto.

Respeito ao parto é respeito à mulher e ao bebê!

Que possamos um dia garantir que todas as mulheres tenham direito a um parto digno, respeitoso, privado, sem sofrimento e sem danos aos seus corpos e ao seu bebê, onde quer que elas desejem tê-los.

Vídeo especial da Marcha do Parto em Casa
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