Gentle Birth MarchMarcha pelo Parto Humanizado

Published Agust 3rd Publicado no dia 3 de agosto no Blog da Gisele , escrito por Mayra Calvette

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Gentle Birth: This is the way!

Birth is often seen as a complex medical procedure, in which woman and baby are often subject to routines and procedures imposed by the hospital, which are often unnecessary and harmful.

Fortunately, more and more women are realizing about the “Obstetric Matrix ” that they are inserted into and they are doing informed choices. These choices often are not the common pattern of the society, but which are best for this woman, baby and family. Many choose for a home birth, to be cared by doulas, midwives and obstetric nurses. And unlike what most people think, those are choices that are in accordance with the current scientific research.

In July Regional Council of Medicine of Rio de Janeiro (CREMERJ) published the resolutions nº 265/2012 and 266/2012 which prohibits the involvement of obstetricians in home births and the presence of doulas and midwives in hospital births. These resolutions disregard the most current scientific evidence, the recommendations of WHO and the Ministry of Health. Furthermore, these resolutions do not respect the right of freedom of choice of women, families and from the professionals themselves.

The recommendation of the systematic review of the Cochrane Library (which includes the most current scientific research in health) is that should be offered a model of care promoted by midwives to most women and they should be encouraged to claim this option. In the evaluation of the Cochrane systematic review was concluded that hospitals should implement continuous support intrapartum, integrating doulas in maternity services, since the best maternal and neonatal outcomes are obtained when the continuous intrapartum support is offered by doulas.

I traveled through several countries, meeting different cultures and birth models that work. I realized that the most socially developed countries tend to offer a humane and woman-centered care. Pregnant women have the right to choose their companions during childbirth, are encouraged to have a doula and a birth plan; have the same room for labour, birth and post partum; are part of the of the decision process making and can deny any procedure with her and her baby; have freedom of movement and can choose the position they want have their babies.

The care during labor and birth for low-risk pregnancies is based on obstetrics nurse and midwife and they have the work in a cooperation model of care with obstetricians. Some of these countries I visited, where they are the major care during low risk pregnancy, childbirth and postpartum are: England, Germany, Holland, Austria, Sweden and New Zealand. And all of these countries have excellent rates of maternal and neonatal mortality and cesarean rates much lower than Brazil (2008 data): 24%, 27.8%, 14%, 27%, 17%, 20%, respectively. While in Brazil the rates are 52% of c-sections, 82% in the private sector, the highest rates of c-sections in the world and 25% of women experience violence in obstetric hospitals!

Fortunately the CREMERJ resolutions were suspended on July 30 until the final decision. On Sunday, August 05 will happen a March for the Humanization of Childbirth in some Brazilian cities, including Rio de Janeiro. I invite everyone to participate, I’ll be there at Ipanema beach, at 2 pm!
Let’s move forward Brazil!

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Published on August 3rd at Gisele’s Blog , escrito por Mayra Calvette

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Parto Humanizado: esse é o caminho!

O nascimento é encarado como um complexo procedimento médico, em que mulher e bebê, frequentemente, são submetidos às rotinas e procedimentos impostos no hospital, que são muitas vezes desnecessários e prejudiciais.

Felizmente, cada vez mais as mulheres estão se conscientizando dessa “Matrix Obstétrica” que estão inseridas e estão fazendo escolhas baseadas em informação. Escolhas essas que muitas vezes saem do padrão comum da sociedade, mas que são as melhores para essa mulher, bebê e família. Muitas querem um parto domiciliar, um acompanhamento de doulas, de enfermeiras obstetras e obstetrizes. E ao contrário que muita gente pensa, são escolhas que estão de acordo com as mais atuais evidências científicas.

Quem está por dentro das notícias deve estar sabendo das resoluções nº 265/2012 e 266/2012 do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) publicadas no dia 19 de julho, que veta a participação de médicos obstetras em partos em casa e proíbe a presença de doulas, obstetrizes e parteiras em partos hospitalares. Essas resoluções desconsideram as mais atuais evidências científicas, as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde. Além disso, essas resoluções desrespeitam o direito da liberdade de escolha das mulheres, famílias e dos próprios profissionais.

A recomendação da revisão sistemática da Biblioteca Cochrane (que reúne as mais atuais pesquisas científicas em saúde) é que se deve oferecer um modelo de atenção promovido por obstetrizes à maioria das mulheres e que elas deveriam ser encorajadas a reivindicar essa opção. Na avaliação da revisão sistemática da Cochrane sobre doulas foi concluído que todos os hospitais deveriam implementar programas para oferecer suporte contínuo intraparto, integrando doulas nos serviços de maternidade, uma vez que os melhores desfechos maternos e neonatais são obtidos quando o suporte contínuo intraparto é oferecido por doulas.

Viajei por diversos países, conhecendo diferentes culturas e modelos de parto que funcionam. Percebi que a maioria dos países socialmente desenvolvidos tendem a oferecer um cuidado humanizado e centrado na mulher. As gestantes têm o direito de escolher seus acompanhantes durante o parto; são encorajadas a terem uma doula e um plano de parto; ficam no mesmo quarto durante o trabalho de parto, parto e pós parto imediato; fazem parte do processo de tomada de decisão e podem negar qualquer procedimento para ela e seu bebê; têm liberdade de movimento e de escolher a posição que querem ter seus bebês.

O cuidado durante o trabalho de parto e parto para gestações de baixo risco é baseado na enfermeira obstetra e na obstetriz, em um modelo de cooperação com o médico obstetra. Alguns desses países que visitei, onde elas são principais provedoras de cuidado durante a gestação, parto e pós parto (de baixo risco) são: Inglaterra, Alemanha, Holanda, Áustria, Suécia e Nova Zelândia. E todos possuem ótimos índices de mortalidade materna e neonatal e índices de cesariana muito mais baixos que o Brasil (dados de 2008): 24%, 27,8%, 14%,27%, 17%, 20% , respectivamente. Enquanto no Brasil temos 52% de cesarianas, sendo 82% no setor privado, os maiores índices de cesarianas do mundo e 25% das mulheres sofrem violência obstétrica nos hospitais!

Felizmente, foram tomadas as providencias necessárias e as resoluções do CREMERJ foram suspensas no dia 30 de julho, até a decisão final. No domingo, dia 05 de agosto, acontecerá uma marcha pela Humanização do Parto em algumas cidades brasileiras, sendo a concentração maior no Rio de Janeiro. Convido todos a participarem, eu estarei lá em Ipanema, posto 9, às 14h.
Estamos no caminho, Brasil!

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