Learnings and challenges in CambodiaAprendizados e desafios em Camboja

I went through the incredible temples of Angkor and the countryside. Cambodia is a country where cultures and traditions still very alive. At the same time it has a sad story of profound suffering, with the Khmer Rouge regime, where about two million people were killed.

I volunteered in the organization Women’s Health Cambodia. It is a non-profit NGO, based in the province of Takeo. The organization began to bring kindness to women. The focus is children and women’s health, but also includes the whole community.

Childbirth in Cambodia is not just the moment of birth, but the whole process of pregnancy, birth and postpartum recovery. Many women are cared by traditional birth atenders “chmâp boran”. The delivery is undergoing a process of hospitalization, but the conditions still very poor. Maternal mortality is estimated to be 250 per 100,000 live births.

In villages that I did volunteer work, the births took place at the health center. Women would walk around quietly during labor, the family was around. I would massage the mother’s back, but that close contact is not common for them. During birth no family member were allowed. The woman has the baby lying on her back and the cord is cut immediately after delivery. The midwife was not very gentle with the mothers, who are afraid to express themselves.

I learned a lot with postpartum visits at the families’ houses. All the neighbors gathered, curious to know what was happening. Traditional houses are made of palm leaves covering around the house and on the roof, wood is the support of the house. We would check mother and baby, but also see the entire family context. Where do they live? Do they have enough food? Do they have support?

Cambodians believe that the female body becomes cold after childbirth. They have different ways to warm the body, even if the weather is very hot. A woman shouldn’t bathe for a few days to a week after childbirth; should keep the body covered from head to toes; eat foods that warm the body, about 90% of families make “ang pleong” or rosting, which is a fire under the bamboo beds where women and babies lie, which sometimes extends for 10 days, to prevent back pain in the future and improve the skin. The postpartum rituals serve to prevent what they call “Tos” short and long term postpartum problems.

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They do not question about breastfeeding. I also didn’t see any baby with pacifier or diaper! He is covered by a piece of cloth, gloves and a mosquito net. They use the “Tiger Balm” cream in the belly of babies that is covered with a plastic that warms the tummy and also irritates it. In every house we found a knife located behind the baby’s head, which serves to protect him from evil spirits. Also is not nice to praise children because they believe it attracts evil spirits.

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We live such a different life. Many things for us would apparently be so necessary, but for them would not make much difference. It is a challenge to work in a way that you help without interfering too much.

Kindness – that’s what they really need and is the heart of the organization. A sincere smile, holding the hand of women during childbirth, massage her back. So the wound can be healed little by little and people can trust and love each other.

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First Published at Gisele’s BlogPassei pelos incríveis templos de Angkor e pelas vilas no interior do país. Camboja é um país onde as culturas e tradições ainda encontram-se muito vivas. Ao mesmo tempo, possui uma história triste de profundo sofrimento, com o regime do Khmer Vermelho, no qual cerca de dois milhões de pessoas foram mortas.

Fiz um trabalho voluntário com a organização Women’s Health Cambodia (Saúde da Mulher Camboja). É uma ONG sem fins lucrativos, com sede na província de Takeo. O projeto começou para trazer Bondade para as mulheres. O foco é a saúde de mulheres e crianças, mas também abrange toda a comunidade.

O Parto no Camboja não significa apenas o momento do nascimento, mas todo o processo de gravidez, parto e recuperação pós-parto. Muitas mulheres são cuidadas pelas parteiras tradicionais “chmâp boran”. O parto está passando por um processo de hospitalização, mas as condições ainda são muito precárias. A mortalidade materna é de 250 por 100.000 nascidos vivos.

Nas vilas que fiz trabalho voluntário, os partos aconteciam na unidade básica de saúde (UBS). Acompanhei alguns partos, as mulheres ficavam caminhando silenciosamente pela UBS durante o trabalho de parto, a família estava toda ao redor. Eu massageava as costas da gestante, mas esse contato mais próximo não é comum para eles. Na hora do parto ninguém podia estar junto. A mulher tem o bebê deitada na maca de parto. O cordão é cortado logo após o parto e são realizados os procedimentos com o bebê para depois voltar para a mãe. A parteira da unidade não era carinhosa com a mulher, que têm medo de se expressar. As pessoas no geral são mais frias umas com as outras, o que tem a ver com o recente regime do Khmer Vermelho.

Aprendi muito com as visitas pós-parto nas casas das mulheres. Chegávamos para a visita e todos vizinhos se juntavam, curiosos para saber o que estava acontecendo. As casas tradicionais são feitas de folhas de palmeira que cobrem o redor da casa e o telhado, a madeira é o suporte da casa. Nas visitas se avaliam mãe, bebê e todo o contexto familiar. Onde vivem? Será que têm comida suficiente? Será que têm apoio?

Cambojanos acreditam que o corpo da mulher torna-se frio após o parto. Eles têm formas diferentes para aquecer o corpo, mesmo que a temperatura esteja quente. Uma mulher não deveria tomar banho por alguns dias até uma semana após o parto; deve manter o corpo coberto da cabeça aos pés; consumir alimentos que aqueçam o corpo; cerca de 90% das famílias fazem o “ang pleong” ou rosting, que é uma fogueira embaixo do estrado de bambu onde as mulheres e bebês deitam e ficam “assando”, procedimento que às vezes se estende por 10 dias, para prevenir dor nas costas no futuro e melhorar a pele. Os rituais pós-parto servem para prevenir o que eles chamam de “Tos”, que são problemas a curto e longo prazo.

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As mulheres nem questionam amamentar ou não.Também não vi nenhum bebê com chupeta ou fralda! Ficam peladinhos, cobertos por um pedaço de pano, luvas e um mosquiteiro. Eles utilizam o creme “Tiger Balm” na barriga dos bebês e depois cobrem com um plástico. Isto serve para aquecer a barriga do bebê e prevenir diarréia, mas acaba irritando a pele. Em todas as casas encontramos uma faca localizada atrás da cabeça do bebê, que serve para protegê-lo contra os espíritos do mal. Também não é bom elogiar as crianças, pois eles acreditam que atrai espíritos do mal.

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Nós vivemos uma vida tão diferente. Muitas coisas que para nós seriam aparentemente tão necessárias, mas para eles não faz muita diferença. É um desafio trabalhar de uma maneira que você auxilie sem interferir muito.

Bondade – é o que eles realmente precisam e é o coração da organização. Um sorriso sincero, segurar a mão das mulheres durante o parto, massagear suas costas ou dar-lhe um abraço de coração. Para que a ferida seja pouco a pouco cicatrizada e as pessoas voltem a confiar e amar umas as outras.

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Publicado no Blog da Gisele

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