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Cars and motorbikes everywhere, horning all the time! The taxi driver had to swerve because there was a cow in the middle of the street, lounging in the sun, in the midle of urban chaos of Kathmandu, Nepal. The cow is a sacred animal in Nepal. Kathmandu is the capital and most populous city.

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We visited many temples and got to know about the culture, religion and customs. The agriculture-based economy. The main religions are Hinduism (80%) and Buddhism (10%).

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Home birth assisted by traditional midwives is still very common, especially in the remote villages where the access is limited, with the total of 82% home birth in the country, in urban areas is about 50% (2006), but the conditions are not very favorable, with lack of access to hospital if necessary, lack of training and materials.

There is a great incentive for mother give birth in institutions, the care is free and the mothers receive 1000 rupi ($ 10) for the birth, but they only receive after birth. This is a way they found to increase births in hospital and achieve the Millennium Development Goal number 5 of the UN, which is three-quarters of decreasing maternal mortality by 2015. The maternal mortality rate went down from 539 (1996) to 281 (2006) per 100,000 live births (2006), neonatal mortality is 33 per 1000 live births. The c-section rate is very low, about 2.9% (2006), which shows a lack of access to hospitals. Moreover the rate in urban areas is higher, and some are elective c-section.

I went to hospital in central Kathmandu where the nurse took me for a visit at the Birth rooms, postpartum rooms and also to see the Kangaroo careroom.

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I took off my shoes and put a specific one and walked into the Birth room. There were several women in labor with a companion, separated by plastic partitions. I attended two births in a period of 40 minutes. The midwives attend all deliveries. But I felt the saw a mechanic interventionist care. Then they invited me for a tea and I could talk a little more with them. They knew nothing of humanized birth, natural methods of pain relief, different positions for birth. One of the nurses even made an elective caesarean of her daughter, who is now 1 year, so I don’t need to “suffer,” she said. I spoke to them about humanized childbirth that they could adopt, that happens in developed countries and brings many benefits to mother, babies and greater satisfaction for the professional as well! They were interested with this idea.

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In the middle of traffic, the cab, I interviewed the president of Midwives Society of of Nepal (Midson). It is a new organization and they are planning on courses for direct entry midwives. Another goal is to humanize birth assistance during birth which is still a very new idea in the hospitals. They also want to replace the lay midwives by professionals midwives in rural areas.

I visited the only birth center of Nepal Aadharbhut Prasuti Sewa (APS), a non-profit NGO established in July 2007. I was very well received by the local midwife, who is one of the founders, and also by a volunteer midwife from England.

They provide care to women and children, including prenatal, birth, postpartum and family planning. It is also a training center for midwives and students, because education is very limited. The major goal is the reduction of maternal and neonatal mortality in Nepal.

They told me that women do not usually get naked during labor, they just lift the skirt when the baby is born. Childbirth happens with the woman lying in bed, but are learning about humanization of childbirth. The water birth is not an option due to lack of water, but also women do not like to be naked. After a few hours the mothers go home and almost all breastfeed their babies.

There are many rituals involved during childbirth, which is the one of the most important rites of passage. Among the Newars, the ethnic group that lives in the Kathmandu valley, the mother gives birth in a dark and quiet room. After birth mother and baby are in retreat in the room for few days. The midwife, Aji, also makes prayers and invokes the protective influence of the Goddess. The placenta is called ‘bush-co-satthi’ which means friend of the baby, she is usually buried. Between four and twelve days after the birth happens a ritual where the baby is formally presented to his family and gets its name. Mothers learn to massage their babies from their mothers.

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I hope that Nepal achieves the Millennium Development Goal of the United Nations, and more women have access to healthy food, clean water, and also to health facilities and c-section when they are necessary, but that humanized care can be provided and traditions are preserved, because this is the richness of each culture.

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Published at Gisele’s BlogCarros e motos por todos os lados, buzinando o tempo todo! O taxista teve que desviar, pois havia uma vaca no meio da rua, descansando ao sol, no meio daquele caos urbano de Katmandu, Nepal. A vaca é um animal sagrado no Nepal. Katmandu é a capital e a cidade mais populosa.

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Visitamos muitos templos e conhecemos um pouco sobre a cultura, religião e costumes do local. A agricultura é a base da economia. As principais religiões são o Hinduísmo (80%) e Budismo (10%).

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O parto em casa assistido por parteiras tradicionais ainda é muito comum, principalmente nas vilas mais distantes onde o acesso é limitado, totalizando cerca de 82% de parto em casa no país, sendo que nas áreas urbanas é cerca de 50% (2006), mas as condições não são muito favoráveis, pela falta de acesso ao hospital se necessário, falta de treinamento e material esterilizado.

Há um grande incentivo para que os partos aconteçam em instituições, o cuidado é de graça e as mães recebem 1000 rupi pelo parto (10 dólares), mas elas só recebem depois do parto. Essa é uma forma que eles encontraram de aumentar os partos no hospital e alcançar a Meta de Desenvolvimento do Milênio número 5 da ONU, que é diminuir três quartos da mortalidade maternal até 2015. O índice de mortalidade materna é de 281 por 100,000 nascidos vivos (2006), a mortalidade neonatal é de 33 por 1000 nascidos vivos. O índice de cesarianas é bem baixo, cerca de 2,9% (2006), o que mostra a falta de acesso aos hospitais. Por outro lado nas áreas urbanas o índice é superior, e algumas cesarianas são eletivas.

Fui no hospital no centro de Katmandu, onde a enfermeira local me levou para uma visita pelo Centro Obstétrico, quartos pós parto e quarto de cuidado Canguru.

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Tirei meu tênis e entrei no Centro Obstétrico. Havia várias mulheres em trabalho de parto com um acompanhante, separadas por divisórias. Assisti dois partos em um período de 40 minutos. As enfermeiras obstetras que atendem todos os partos. Mas senti que é de uma forma mais mecânica e intervencionista. Depois elas me convidaram para tomar um chá e pude conversar um pouco com elas. Elas não sabiam nada sobre parto humanizado, métodos naturais de alívio da dor, posições para o parto. Uma das enfermeiras inclusive fez uma cesárea eletiva da sua filha, que hoje tem 1 ano, para não precisar “sofrer”, segundo ela. Falei, de forma sutil, sobre o parto humanizado que eles poderiam adotar, como é nos países desenvolvidos e que traz muitos benefícios para mãe, bebê e também maior satisfação para o profissional! Elas ficaram interessadas com essa idéia.

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No meio do trânsito, no táxi, entrevistei a presidente da Sociedade de Parteiras do Nepal (MIDSON). É uma organização nova e está se organizando para criar cursos de parteiras profissionais, ou obstetriz. Não há nenhum curso de entrada direta no Nepal, o que existe são enfermeiras obstetras. Outra meta da sociedade é humanizar a assistência durante o nascimento que ainda é um conceito muito novo e pouco conhecido. Eles também querem substituir as parteiras tradicionais pelas profissionais nas áreas rurais.

Visitei a única casa de parto do Nepal, Aadharbhut Prasuti Sewa (APS), uma ONG sem fins lucrativos criada em Julho de 2007. Fui muito bem recebida pela parteira local, que foi uma das fundadoras, e também havia uma parteira voluntária da Inglaterra.

Eles oferecem cuidado à mulher e criança, incluindo pré natal, parto, pós parto e planejamento familiar. Também é um centro de treinamento para parteiras e estudantes, pois a educação é bastante limitada. Um dos principais objetivos é a diminuição da mortalidade materna e neonatal no Nepal.

Elas me contaram que as mulheres não costumam ficar nuas durante o parto, apenas levantam a saia na hora do bebê nascer. E o parto acontece com a mulher deitada na cama, mesmo lá a assistência ao parto segue o modelo ocidental, com medicação, mas estão aprendendo sobre humanização do parto. O parto na água não é uma opção, pela falta de água, mas também por que as mulheres não gostam de ficar nuas. Depois de algumas horas, as mães vão para casa e praticamente todas amamentam seus bebês.

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Há muitos rituais envolvidos durante o nascimento, que é dos mais importantes ritos de passagem. Entre os Newars, grupo étnico que mora no vale de Katmandu, a mãe dá à luz em um quarto escuro e silencioso, somente com mulheres. Depois do parto, mãe e bebê ficam em retiro no quarto. A parteira, Aji, também faz as rezas e invoca a influência protetora da Deusa. A placenta é chamada de ‘bucha-co-satthi’ que significa amiga do bebê, ela é geralmente enterrada.

Entre quatro e doze dias após o nascimento, acontece um ritual em que o bebê é formalmente apresentado para a sua família e recebe o seu nome.

Espero que o Nepal consiga atingir a Meta de Desenvolvimento do Milênio da ONU, que mais mulheres tenham acesso ao hospital e à cesariana quando necessário, mas que uma assistência humanizada seja prestada e as tradições sejam preservadas, pois essa é a riqueza de cada cultura.

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Publicado no Blog da Gisele

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1 Resultado

  1. Latisha Serrano disse:

    Me encanta leer tu blog. Es tan interesante ver como el parto se realiza en todo el mundo. Hay muchas similaridades y muchas diferencias pero las mamás y el embarazo siguen siendo las mismas. Lo interesante y “espantoso” es ver como paises van convertiendo el embarazo y el parto en algo medico cuando su diseño es tan natural y organico. Gracias por tus investigaciones! Solo con la educacion podemos lograr rescatar tan hermoso acontecimiento y regresarselo a las mamás. Bendiciones desde Oaxaca, Mexico!
    Lety

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